Sæculum 25 – REVISTA DO DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA E DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA/UFPB
Dossiê: História e Africanidades
Prazo Final para o envio de trabalhos: 30 de setembro de 2011
Organizadores: Solange Pereira da Rocha e Elio Chaves Flores
Acesse: http://www.cchla.ufpb.br/saeculum/
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Vídeos sobre racismo
Acesse os links:
http://www.vimeo.com/611588 - Racismo no Futebol
http://www.vimeo.com/5963537 - Racismo, aula de introdução
http://www.vimeo.com/6675215 - A Incrível História da Mulher que Mudou de Cor
http://www.vimeo.com/7083815 - Preconceito
http://www.vimeo.com/611588 - Racismo no Futebol
http://www.vimeo.com/5963537 - Racismo, aula de introdução
http://www.vimeo.com/6675215 - A Incrível História da Mulher que Mudou de Cor
http://www.vimeo.com/7083815 - Preconceito
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Programa de Pós-Graduação em Relações Etnicorraciais NEAB-CEFET/RJ
rograma de Pós-Graduação em Relações Etnicorraciais
Coordenadores: Prof. Dr. Roberto Carlos da Silva Borges
Prof. Dr. Carlos Henrique dos Santos Martins
APRESENTAÇÃO
A Educação pautada nas Relações Etnicorraciais tem por proposta a divulgação, o aprofundamento e a produção de conhecimentos que ampliem a formação de cidadãos no que diz respeito à problematização da realidade social baseada na pluralidade etnicorracial, possibilitndo-lhes a capacidade de interagir e de negociar objetivos comuns que garantam, a todos, respeito aos direitos legais e valorização de identidade e alteridade, propondo-se a trabalhar com questões ligadas aos afro-descendentes, nos seus mais amplos aspectos.
O programa, então, tem como desafio a mudança de cognição social sobre abordagens discursivas e institucionais que serviram de base para o silenciamento e a naturalização de práticas preconceituosas e discriminatórias construídas histórica e socialmente.
OBJETIVOS DO PROGRAMA
1.
Promover estudos e pesquisas que acompanhem e registrem a formação histórica da consciência política, da construção de identidades culturais e do estabelecimento e afirmação da garantia dos direitos civis dos variados elementos afro-descendentes que pluralizam a nação brasileira;
2.
Incentivar a criação de ambientes de reflexão e debates sobre os programas de ações afirmativas - políticas públicas e movimentos sociais - e sua implantação, especialmente no ambiente acadêmico/escolar;
3.
Oferecer ao discente formação multidisciplinar atualizada e articulada com o conhecimento produzido pelas linhas e projetos de pesquisa;
4.
Promover a formação qualificada do discente como pesquisador, através da efetiva integração do mesmo nas atividades investigativas, desenvolvidas pelas propostas do programa;
5.
Capacitar o discente para o exercício do pensamento teórico-reflexivo a respeito das questões etnicorraciais, habilitando-o ao debate e à intervenção em quaisquer níveis das áreas da Cultura, Política e Educação.
ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: RELAÇÕES ETNICORRACIAIS
A Área de Concentração única abarca três linhas de pesquisa, singulares e convergentes, sob a perspectiva multidisciplinar, e configura-se a partir da efetividade dos projetos de pesquisa em curso. As três linhas que compõem a Área de Concentração visam à exploração não só de construções identitárias etnicorraciais, mas também de tensões e reconfigurações advindas do que se produz/produziu a partir do ser negro, seja ele ator, autor ou personagem do que se constrói. Pretende, assim, abranger questões concernentes ao conhecimento, sua aquisição e sua reprodução em políticas públicas e práticas formativas referentes às relações etnicorraciais no Brasil.
LINHAS DE PESQUISA
MÍDIA E REPERTÓRIOS CULTURAIS NA CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES ETNICORRACIAIS
A linha reúne reflexões sobre estética, cultura, política e as relações de poder que se constituem através dos meios e mediações sociais. Pretende explorar, no espaço de construção simbólica em que se constituem as mídias, as construções identitárias etnicorraciais e as práticas cotidianas dessas relações, os embates advindos dela, as consequentes ações políticas ou a ausência das mesmas.
CAMPO ARTÍSTICO E CONSTRUÇÃO DE ETNICIDADES
Esta linha reúne investigações de representações de África e da diáspora africana no Brasil e pretende se aprofundar no pensamento acadêmico-investigativo sobre afro-brasileiros e relações etnicorraciais, com foco nas populações afro-brasileiras e ainda nas relações/influências culturais, sociais, históricas e políticas entre África e Brasil. Com essa proposta, esta linha abrange questões essenciais para a compreensão dos sujeitos que se organizam em múltiplos grupos que configuram a nossa sociedade, como o são a Linguagem e a Cultura, em suas mais variadas manifestações no plano simbólico, especialmente no campo artístico.
PENSAMENTO E POLÍTICAS PÚBLICAS: DIMENSÕES INSTITUCIONAIS DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS
Tendo como base epistemológica o saber constituído na área das Ciências Humanas, esta linha tem como fim investigativo questões concernentes ao conhecimento, sua aquisição e sua reprodução em Políticas Públicas e práticas formativas referentes às relações etnicorraciais no Brasil. A partir dos conhecimentos produzidos em diversas áreas de conhecimento, pretende-se uma formulação multidisciplinar acerca da Cidadania, Modernidade, Ciência, Política, Estado, Colonialismo, Pós-Colonialidade, Gênero, Classe e Educação, no que dizem respeito às relações etnicorraciais no Brasil.
icon Caracterização do PPRER
Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros - NEAB-CEFET/RJ: neab@cefet-rj.br This e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it
Tatiane Souza
Congadeira e Pedagoga
Coletivo de Vivências e Estudos Africanos - MALICK
APC - Associação Protetora do Congado
Conselho Afro-Brasileiro de S. J. Rio Preto
NEAB - linha de pesquisa: Educação e Relações Étnicorraciais
Mestranda - Programa de Pós-Graduação em Educação - UFSCar
Coordenadores: Prof. Dr. Roberto Carlos da Silva Borges
Prof. Dr. Carlos Henrique dos Santos Martins
APRESENTAÇÃO
A Educação pautada nas Relações Etnicorraciais tem por proposta a divulgação, o aprofundamento e a produção de conhecimentos que ampliem a formação de cidadãos no que diz respeito à problematização da realidade social baseada na pluralidade etnicorracial, possibilitndo-lhes a capacidade de interagir e de negociar objetivos comuns que garantam, a todos, respeito aos direitos legais e valorização de identidade e alteridade, propondo-se a trabalhar com questões ligadas aos afro-descendentes, nos seus mais amplos aspectos.
O programa, então, tem como desafio a mudança de cognição social sobre abordagens discursivas e institucionais que serviram de base para o silenciamento e a naturalização de práticas preconceituosas e discriminatórias construídas histórica e socialmente.
OBJETIVOS DO PROGRAMA
1.
Promover estudos e pesquisas que acompanhem e registrem a formação histórica da consciência política, da construção de identidades culturais e do estabelecimento e afirmação da garantia dos direitos civis dos variados elementos afro-descendentes que pluralizam a nação brasileira;
2.
Incentivar a criação de ambientes de reflexão e debates sobre os programas de ações afirmativas - políticas públicas e movimentos sociais - e sua implantação, especialmente no ambiente acadêmico/escolar;
3.
Oferecer ao discente formação multidisciplinar atualizada e articulada com o conhecimento produzido pelas linhas e projetos de pesquisa;
4.
Promover a formação qualificada do discente como pesquisador, através da efetiva integração do mesmo nas atividades investigativas, desenvolvidas pelas propostas do programa;
5.
Capacitar o discente para o exercício do pensamento teórico-reflexivo a respeito das questões etnicorraciais, habilitando-o ao debate e à intervenção em quaisquer níveis das áreas da Cultura, Política e Educação.
ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: RELAÇÕES ETNICORRACIAIS
A Área de Concentração única abarca três linhas de pesquisa, singulares e convergentes, sob a perspectiva multidisciplinar, e configura-se a partir da efetividade dos projetos de pesquisa em curso. As três linhas que compõem a Área de Concentração visam à exploração não só de construções identitárias etnicorraciais, mas também de tensões e reconfigurações advindas do que se produz/produziu a partir do ser negro, seja ele ator, autor ou personagem do que se constrói. Pretende, assim, abranger questões concernentes ao conhecimento, sua aquisição e sua reprodução em políticas públicas e práticas formativas referentes às relações etnicorraciais no Brasil.
LINHAS DE PESQUISA
MÍDIA E REPERTÓRIOS CULTURAIS NA CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES ETNICORRACIAIS
A linha reúne reflexões sobre estética, cultura, política e as relações de poder que se constituem através dos meios e mediações sociais. Pretende explorar, no espaço de construção simbólica em que se constituem as mídias, as construções identitárias etnicorraciais e as práticas cotidianas dessas relações, os embates advindos dela, as consequentes ações políticas ou a ausência das mesmas.
CAMPO ARTÍSTICO E CONSTRUÇÃO DE ETNICIDADES
Esta linha reúne investigações de representações de África e da diáspora africana no Brasil e pretende se aprofundar no pensamento acadêmico-investigativo sobre afro-brasileiros e relações etnicorraciais, com foco nas populações afro-brasileiras e ainda nas relações/influências culturais, sociais, históricas e políticas entre África e Brasil. Com essa proposta, esta linha abrange questões essenciais para a compreensão dos sujeitos que se organizam em múltiplos grupos que configuram a nossa sociedade, como o são a Linguagem e a Cultura, em suas mais variadas manifestações no plano simbólico, especialmente no campo artístico.
PENSAMENTO E POLÍTICAS PÚBLICAS: DIMENSÕES INSTITUCIONAIS DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS
Tendo como base epistemológica o saber constituído na área das Ciências Humanas, esta linha tem como fim investigativo questões concernentes ao conhecimento, sua aquisição e sua reprodução em Políticas Públicas e práticas formativas referentes às relações etnicorraciais no Brasil. A partir dos conhecimentos produzidos em diversas áreas de conhecimento, pretende-se uma formulação multidisciplinar acerca da Cidadania, Modernidade, Ciência, Política, Estado, Colonialismo, Pós-Colonialidade, Gênero, Classe e Educação, no que dizem respeito às relações etnicorraciais no Brasil.
icon Caracterização do PPRER
Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros - NEAB-CEFET/RJ: neab@cefet-rj.br This e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it
Tatiane Souza
Congadeira e Pedagoga
Coletivo de Vivências e Estudos Africanos - MALICK
APC - Associação Protetora do Congado
Conselho Afro-Brasileiro de S. J. Rio Preto
NEAB - linha de pesquisa: Educação e Relações Étnicorraciais
Mestranda - Programa de Pós-Graduação em Educação - UFSCar
Devastação da Caatinga
Dia de alerta contra a devastação da Caatinga
A Caatinga, que abriga 27 milhões de pessoas e abrange cerca de 11% do território nacional, está em ritmo acelerado de devastação. Números apresentados nesta quinta-feira (28) em audiência pública na Câmara dos Deputados revelam que 2,8 mil Km2 do bioma são transformados em lenha anualmente no segundo mais ameaçado do País. O total equivale a 40% da matriz energética da região, uma das mais sujas do Brasil.
O encontro, que fez parte do Dia Nacional da Caatinga, serviu de alerta para a necessidade de se buscar urgentemente modelos de sustentabilidade socioambiental e econômica para a região. O Ministério do Meio Ambiente anunciou que vem avançando, em convênio com os estados do Nordeste, onde está a maior área de Caatinga, no sentido de criar e implementar pelo menos 40 novas Unidades de Conservação, na tentativa de conter o avanço da desertificação.
“Os cenários de mudança climática indicam que a Caatinga vai se tornar mais árida do que já é, então os desafios para toda a população que vive nesta área serão ainda maiores. A necessidade de se definir estratégias mais sustentáveis para a ocupação e exploração econômica da região é urgente”, afirmou o secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, Bráulio Dias.
Para o deputado Sarney Filho (PV-MA), coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, “nenhuma política de desenvolvimento para a Caatinga produzirá resultados duradouros se não incorporar, de forma efetiva, a preocupação com o uso sustentável dos seus recursos naturais”.
Ele defendeu “o envolvimento social e econômico da região” como condição para a solução dos problemas ambientais do bioma. O parlamentar lembrou o compromisso firmado pelo Brasil na Convenção sobre Biodiversidade, em Nagoya, no Japão, afirmando que se o desmate da área continuar ocorrendo no ritmo atual, “nem em um século será possível alcançar a meta de proteger pelo menos 10% do bioma”.
Parlamentares e sociedade civil, que lotaram a comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, em Brasília, pediram mais agilidade do Congresso na aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 115/95, que transforma tanto a Caatinga como o Cerrado em patrimônios nacionais, garantindo maior proteção aos dois biomas.
Biodiversidade - A Caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro, ocupa cerca de 850 mil Km2 nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe e o norte de Minas Gerais. De acordo com estudos da Conservação Internacional (CI) foram registradas na região, até agora, 932 espécies de plantas, 187 de abelhas, 240 de peixes, 167 de répteis e anfíbios, 510 tipos diferentes de aves e 148 de mamíferos. Como 47% da área ainda foram investigados e 80% permanecem ainda subamostrada, o número total da biodiversidade da região deve ser maior. Apesar de sua importância ambiental e social, o bioma tem sido relegado no que diz respeito a políticas públicas que garantam sua conservação e proteção.
As áreas originais remanescentes se encontram muito fragmentadas, o que dificulta a reconstituição natural do bioma. Do total de unidades de conservação (UCs) na Caatinga, apenas 1% é área de proteção integral. Dos 13 principais tipos de vegetação reconhecidos no bioma, quatro ainda não estão representados em nenhum tipo de UC.
Alternativas - Para Francisco Campello, diretor de Combate à Desertificação do MMA, o desafio da inclusão social, da sustentabilidade e do desenvolvimento ecossocioeconômico no campo é
reunir biodiversidade, biomassa e biotecnologias. Ele defende também que o reflorestamento para a produção de carvão vegetal deve ser feito dentro do conceito de florestas econômicas plantadas.
“Temos que ter a ótica do uso adequado, e não do não uso, uma vez que a lenha é muito utilizada pela população do Nordeste. Trata-se do semiárido mais populoso do mundo e a lenha representa 40% da matriz energética da região, sendo consumida por moradores e pelo
parque industrial”, afirmou Campello.
Proteção - Bráulio Dias disse também que o MMA está trabalhando para criar um mosaico de conservação no Boqueirão da Onça, localizado no norte da Bahia, e nas dunas do Rio São Francisco.
Também está sendo negociado com os governos do Ceará e Pernambuco a criação de novas áreas nestes estados, e os bancos do Nordeste e Caixa Econômica Federal lançaram um fundo para estimular empreendimentos alternativos e sustentáveis na Caatinga. “Além das ações governamentais, também é fundamental o manejo adequado da vegetação”, disse.
Outras boas notícias relacionadas à conservação no bioma são a criação do Monumento Natural do São Francisco – que conta com 27 mil hectares em uma região que abrange terras de Alagoas, Bahia e Sergipe – e a ampliação do Parque Nacional da Serra das Confusões, no Piauí. O MMA também realizou um estudo que indica 40 novas áreas em que devem ser criadas novas UCs, o que abrange cerca de 4 mil km2.
A audiência foi promovida pelo Núcleo Bioma Caatinga do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara. (Fonte: Carine Correa/ MMA)
A Caatinga, que abriga 27 milhões de pessoas e abrange cerca de 11% do território nacional, está em ritmo acelerado de devastação. Números apresentados nesta quinta-feira (28) em audiência pública na Câmara dos Deputados revelam que 2,8 mil Km2 do bioma são transformados em lenha anualmente no segundo mais ameaçado do País. O total equivale a 40% da matriz energética da região, uma das mais sujas do Brasil.
O encontro, que fez parte do Dia Nacional da Caatinga, serviu de alerta para a necessidade de se buscar urgentemente modelos de sustentabilidade socioambiental e econômica para a região. O Ministério do Meio Ambiente anunciou que vem avançando, em convênio com os estados do Nordeste, onde está a maior área de Caatinga, no sentido de criar e implementar pelo menos 40 novas Unidades de Conservação, na tentativa de conter o avanço da desertificação.
“Os cenários de mudança climática indicam que a Caatinga vai se tornar mais árida do que já é, então os desafios para toda a população que vive nesta área serão ainda maiores. A necessidade de se definir estratégias mais sustentáveis para a ocupação e exploração econômica da região é urgente”, afirmou o secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, Bráulio Dias.
Para o deputado Sarney Filho (PV-MA), coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, “nenhuma política de desenvolvimento para a Caatinga produzirá resultados duradouros se não incorporar, de forma efetiva, a preocupação com o uso sustentável dos seus recursos naturais”.
Ele defendeu “o envolvimento social e econômico da região” como condição para a solução dos problemas ambientais do bioma. O parlamentar lembrou o compromisso firmado pelo Brasil na Convenção sobre Biodiversidade, em Nagoya, no Japão, afirmando que se o desmate da área continuar ocorrendo no ritmo atual, “nem em um século será possível alcançar a meta de proteger pelo menos 10% do bioma”.
Parlamentares e sociedade civil, que lotaram a comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, em Brasília, pediram mais agilidade do Congresso na aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 115/95, que transforma tanto a Caatinga como o Cerrado em patrimônios nacionais, garantindo maior proteção aos dois biomas.
Biodiversidade - A Caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro, ocupa cerca de 850 mil Km2 nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe e o norte de Minas Gerais. De acordo com estudos da Conservação Internacional (CI) foram registradas na região, até agora, 932 espécies de plantas, 187 de abelhas, 240 de peixes, 167 de répteis e anfíbios, 510 tipos diferentes de aves e 148 de mamíferos. Como 47% da área ainda foram investigados e 80% permanecem ainda subamostrada, o número total da biodiversidade da região deve ser maior. Apesar de sua importância ambiental e social, o bioma tem sido relegado no que diz respeito a políticas públicas que garantam sua conservação e proteção.
As áreas originais remanescentes se encontram muito fragmentadas, o que dificulta a reconstituição natural do bioma. Do total de unidades de conservação (UCs) na Caatinga, apenas 1% é área de proteção integral. Dos 13 principais tipos de vegetação reconhecidos no bioma, quatro ainda não estão representados em nenhum tipo de UC.
Alternativas - Para Francisco Campello, diretor de Combate à Desertificação do MMA, o desafio da inclusão social, da sustentabilidade e do desenvolvimento ecossocioeconômico no campo é
reunir biodiversidade, biomassa e biotecnologias. Ele defende também que o reflorestamento para a produção de carvão vegetal deve ser feito dentro do conceito de florestas econômicas plantadas.
“Temos que ter a ótica do uso adequado, e não do não uso, uma vez que a lenha é muito utilizada pela população do Nordeste. Trata-se do semiárido mais populoso do mundo e a lenha representa 40% da matriz energética da região, sendo consumida por moradores e pelo
parque industrial”, afirmou Campello.
Proteção - Bráulio Dias disse também que o MMA está trabalhando para criar um mosaico de conservação no Boqueirão da Onça, localizado no norte da Bahia, e nas dunas do Rio São Francisco.
Também está sendo negociado com os governos do Ceará e Pernambuco a criação de novas áreas nestes estados, e os bancos do Nordeste e Caixa Econômica Federal lançaram um fundo para estimular empreendimentos alternativos e sustentáveis na Caatinga. “Além das ações governamentais, também é fundamental o manejo adequado da vegetação”, disse.
Outras boas notícias relacionadas à conservação no bioma são a criação do Monumento Natural do São Francisco – que conta com 27 mil hectares em uma região que abrange terras de Alagoas, Bahia e Sergipe – e a ampliação do Parque Nacional da Serra das Confusões, no Piauí. O MMA também realizou um estudo que indica 40 novas áreas em que devem ser criadas novas UCs, o que abrange cerca de 4 mil km2.
A audiência foi promovida pelo Núcleo Bioma Caatinga do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara. (Fonte: Carine Correa/ MMA)
Portal Origens Africanas
Portal Origens Africanas. Vocês podem acessar o site gratuitamente e em português no seguinte endereço: http://www.african-origins.org/pt/
A agência da FAPESP também divulgou uma nota que vale a pena conferir: http://agencia.fapesp.br/13792
Por favor, divulgem, porque os resultados do projeto dependem em grande medida do conhecimento do público sobre as diversas línguas e culturas da África. Obrigado!
Abraço,
Daniel B. Domingues da Silva
Project Consultant
African Origins Portal
Emory University
A agência da FAPESP também divulgou uma nota que vale a pena conferir: http://agencia.fapesp.br/13792
Por favor, divulgem, porque os resultados do projeto dependem em grande medida do conhecimento do público sobre as diversas línguas e culturas da África. Obrigado!
Abraço,
Daniel B. Domingues da Silva
Project Consultant
African Origins Portal
Emory University
Monteiro Lobato era racista?
Link: http://bravonline.abril.com.br/conteudo/literatura/monteiro-lobato-era-racista-626234.shtml
I Ciclo de Debates ERE - UFRRJ
Apresentação
O Ciclo de Debate sobre Educação das Relações Etnicorraciais resulta da articulação entre dois grupos de pesquisas do Laboratório de Estudos Afro-brasileiros – LEAFRO/NEABI da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), a saber: Educação Superior e Relações Interétnicas (GPESRI) e Afroperspectivas, Saberes e Interseções (Afrosin). Seu principal propósito é criar de um espaço de interlocução sobre temas relacionados as histórias e culturas africanas e afrobrasileiras a partir de uma reflexão crítica, conforme preconizado pelas
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (Parecer CNE/CP3/2004).
Justificativa
Este ciclo de debate se justifica pela necessidade de atendimento das demandas dos profissionais da educação, em especial daqueles que atuam nas escolas da Baixada Fluminense, devido a inclusão dos novos conteúdos pedagógicos e epistemológicos colocados a partir da atualização das Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional/96 (LDBN), no seu artigo 26A, pelas Leis 10.639/03 ampliada pela Lei 11.645/08. Com este tipo de encontro espera-se diminuir o fosse existente entre a universidade pública e a escola básica e proporcionar um diálogo positivo em prol da inclusão de uma educação para as relações etnicorraciais.
Programação
13h-17h – Apresentação de relatos de experiências e pesquisas sobre práticas docentes de educação para as relações etnicorraciais, história e cultura afro-brasileira e africana
18h – Apresentação do Curso de Pós-Graduação de Diversidade Etnicorracial e Educação Brasileira
Prof. Dr. Ahyas Siss (Coord. LEAFRO/UFRRJ)
19h – Conferência: “Os Desafios para uma Educação das Relações Etnicorraciais no Brasil”
Profa. Dra. Nilma Lino Gomes (UFMG) – Conselheira do Conselho Nacional de Educação/CNE
As inscrições para participação do evento e apresentação de experiências docentes de 18/04/11 a 04/05/11 pelo endereço eletrônico: leafro@ufrrj.br ou no local (sala 306, bloco biblioteca)
Critérios para apresentação de trabalhos
Os trabalhos devem ser inscritos mediante o envio de resumos, que devem possuir de 400 a 600 palavras, digitados em Times New Roman 12, espaço simples com o título em maiúsculas, formatados em Word for Windows, tamanho A4, com margens 2,5, com identificação de autoria e origem institucional. Devem apresentar claramente indicados: objeto de estudo ou do relato de experiência, periodização, fontes, referencial teórico-metodológico e conclusões.
A apresentação dos trabalhos fica sob a responsabilidade do(s) autor(es) que devem primar pela criatividade didático-pedagógica.
Os textos das apresentações devem conter, no mínimo, 08 e, no máximo, 10 laudas, seguindo as mesmas normas quanto à formatação do resumo e da ABNT.
O Ciclo de Debate sobre Educação das Relações Etnicorraciais resulta da articulação entre dois grupos de pesquisas do Laboratório de Estudos Afro-brasileiros – LEAFRO/NEABI da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), a saber: Educação Superior e Relações Interétnicas (GPESRI) e Afroperspectivas, Saberes e Interseções (Afrosin). Seu principal propósito é criar de um espaço de interlocução sobre temas relacionados as histórias e culturas africanas e afrobrasileiras a partir de uma reflexão crítica, conforme preconizado pelas
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (Parecer CNE/CP3/2004).
Justificativa
Este ciclo de debate se justifica pela necessidade de atendimento das demandas dos profissionais da educação, em especial daqueles que atuam nas escolas da Baixada Fluminense, devido a inclusão dos novos conteúdos pedagógicos e epistemológicos colocados a partir da atualização das Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional/96 (LDBN), no seu artigo 26A, pelas Leis 10.639/03 ampliada pela Lei 11.645/08. Com este tipo de encontro espera-se diminuir o fosse existente entre a universidade pública e a escola básica e proporcionar um diálogo positivo em prol da inclusão de uma educação para as relações etnicorraciais.
Programação
13h-17h – Apresentação de relatos de experiências e pesquisas sobre práticas docentes de educação para as relações etnicorraciais, história e cultura afro-brasileira e africana
18h – Apresentação do Curso de Pós-Graduação de Diversidade Etnicorracial e Educação Brasileira
Prof. Dr. Ahyas Siss (Coord. LEAFRO/UFRRJ)
19h – Conferência: “Os Desafios para uma Educação das Relações Etnicorraciais no Brasil”
Profa. Dra. Nilma Lino Gomes (UFMG) – Conselheira do Conselho Nacional de Educação/CNE
As inscrições para participação do evento e apresentação de experiências docentes de 18/04/11 a 04/05/11 pelo endereço eletrônico: leafro@ufrrj.br ou no local (sala 306, bloco biblioteca)
Critérios para apresentação de trabalhos
Os trabalhos devem ser inscritos mediante o envio de resumos, que devem possuir de 400 a 600 palavras, digitados em Times New Roman 12, espaço simples com o título em maiúsculas, formatados em Word for Windows, tamanho A4, com margens 2,5, com identificação de autoria e origem institucional. Devem apresentar claramente indicados: objeto de estudo ou do relato de experiência, periodização, fontes, referencial teórico-metodológico e conclusões.
A apresentação dos trabalhos fica sob a responsabilidade do(s) autor(es) que devem primar pela criatividade didático-pedagógica.
Os textos das apresentações devem conter, no mínimo, 08 e, no máximo, 10 laudas, seguindo as mesmas normas quanto à formatação do resumo e da ABNT.
13 de maio é dia de encontro marcado com Carlos Moore, em Alagoas.
Arísia Barros
http://www.cadaminuto.com.br/blog/raizes-da-africa
Charles Moore Wedderburn, conhecido no Brasil como Carlos Moore nasceu e cresceu em Cuba, passou sua juventude em uma sociedade indiscutivelmente racista e em 1958, no auge da guerra civil entre Castro e Batista, ele deixou a ilha com seu pai e irmãos para morar em Nova York. Ali conheceu sua mentora, Maya Angelou, que o introduziu à vida de intelectual negro e de quem aprendeu a importância da justiça, da verdade e do comprometimento com a criação de um mundo melhor. Ao abandonar, definitivamente, a ilha de Cuba passou 34 anos no exílio. Passou mais da metade de sua vida como exilado político em muitos países do mundo. Não aceitou o racismo vigente em seu país. Carlos Moore é um ativista na luta emancipadora dos povos africanos ou da origem africana de todos os povos do planeta.
O cientista político recebeu formação interdisciplinar (Etnologia, Sociologia, História, Antropologia) na Universidade de Paris-7 (França), na qual ele obteve dois Ph.Ds, inclusive o prestigiado Doutorado de Estado.Grande conhecedor da trajetória de ícones da luta negra pelo mundo, com os quais conviveu em diferentes países, como o nigeriano Fela Anikulapo Kuti , o gênio da música negra mundial , um dos artistas populares mais criativo e polêmico de toda a história e considerado, hoje, uma espécie de "Bob Marley" do continente negro
Segundo Moore, Fela Anikulapo Kuti foi um dos grandes ativistas e pensadores do panafricanismo no século XX, um músico extraordinário que desenvolveu o incrível afro-beat. Carlos Moore é o biógrafo oficial de Fela.
Conviveu com um dos maiores ícones da literatura caribenha e da luta contra o racismo, o poeta martinicano Aimé Césaire. O primeiro fundador da Negritude, movimento que revolucionou as relações raciais no século XX.
Aimé Césaire promoveu o sentimento de "afirmação de ser negro e o orgulho disso",.
Esteve na trajetória do líder negro Malcolm X e de Cheikh Anta Diop (o cientista senegalês que mudou o ensino da história mundial), de Abdias do Nascimento , um dos maiores ícones brasileiros na luta pela igualdade racial e direitos humanos e de Lélia Gonzalez historiadora, antropóloga e filósofa, elaboradora de pontos importantes para o desenvolvimento de um pensamento político negro e feminino/feminista.
O professor doutor Charles Moore ( Carlos Moore) ministra palestra, em Alagoas na Sessão Pública: Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo,que acontece na Assembléia Legislativa, como parte integrante do “Ìgbà” - II Seminário Afro-Alagoano: “A África que incomoda” .
O Seminário nasce de uma parceria entre o movimento social negro alagoano, Projeto Raízes de Áfricas e diversas instituições: Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Assembléia Legislativa, no mandato do deputado estadual João Henrique Caldas, Assessoria Internacional da Universidade Federal de Alagoas, Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, Polícia Civil, Secretaria da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, Fundação Municipal de Ação Cultural e Federação do Comércio do estado de Alagoas.
Autor de cinquenta e cinco artigos publicados sobre questões internacionais, Charles/Carlos Moore lança dia 13 de maio: “A África que Incomoda”.
A entrada é franqueada ao público e para solicitar inscrição basta mandar um e-mail pararaízesdeafricas@gmail.com.Informações: (82)8815-5794/8827-3656.Certificação de 05 horas.
Com informações de:
http://www.overmundo.com.br/overblog/entrevista-carlos-moore-palavr...
http://www.casadasafricas.org.br/talks/show/authors/12
http://www.cadaminuto.com.br/blog/raizes-da-africa
Charles Moore Wedderburn, conhecido no Brasil como Carlos Moore nasceu e cresceu em Cuba, passou sua juventude em uma sociedade indiscutivelmente racista e em 1958, no auge da guerra civil entre Castro e Batista, ele deixou a ilha com seu pai e irmãos para morar em Nova York. Ali conheceu sua mentora, Maya Angelou, que o introduziu à vida de intelectual negro e de quem aprendeu a importância da justiça, da verdade e do comprometimento com a criação de um mundo melhor. Ao abandonar, definitivamente, a ilha de Cuba passou 34 anos no exílio. Passou mais da metade de sua vida como exilado político em muitos países do mundo. Não aceitou o racismo vigente em seu país. Carlos Moore é um ativista na luta emancipadora dos povos africanos ou da origem africana de todos os povos do planeta.
O cientista político recebeu formação interdisciplinar (Etnologia, Sociologia, História, Antropologia) na Universidade de Paris-7 (França), na qual ele obteve dois Ph.Ds, inclusive o prestigiado Doutorado de Estado.Grande conhecedor da trajetória de ícones da luta negra pelo mundo, com os quais conviveu em diferentes países, como o nigeriano Fela Anikulapo Kuti , o gênio da música negra mundial , um dos artistas populares mais criativo e polêmico de toda a história e considerado, hoje, uma espécie de "Bob Marley" do continente negro
Segundo Moore, Fela Anikulapo Kuti foi um dos grandes ativistas e pensadores do panafricanismo no século XX, um músico extraordinário que desenvolveu o incrível afro-beat. Carlos Moore é o biógrafo oficial de Fela.
Conviveu com um dos maiores ícones da literatura caribenha e da luta contra o racismo, o poeta martinicano Aimé Césaire. O primeiro fundador da Negritude, movimento que revolucionou as relações raciais no século XX.
Aimé Césaire promoveu o sentimento de "afirmação de ser negro e o orgulho disso",.
Esteve na trajetória do líder negro Malcolm X e de Cheikh Anta Diop (o cientista senegalês que mudou o ensino da história mundial), de Abdias do Nascimento , um dos maiores ícones brasileiros na luta pela igualdade racial e direitos humanos e de Lélia Gonzalez historiadora, antropóloga e filósofa, elaboradora de pontos importantes para o desenvolvimento de um pensamento político negro e feminino/feminista.
O professor doutor Charles Moore ( Carlos Moore) ministra palestra, em Alagoas na Sessão Pública: Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo,que acontece na Assembléia Legislativa, como parte integrante do “Ìgbà” - II Seminário Afro-Alagoano: “A África que incomoda” .
O Seminário nasce de uma parceria entre o movimento social negro alagoano, Projeto Raízes de Áfricas e diversas instituições: Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Assembléia Legislativa, no mandato do deputado estadual João Henrique Caldas, Assessoria Internacional da Universidade Federal de Alagoas, Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, Polícia Civil, Secretaria da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, Fundação Municipal de Ação Cultural e Federação do Comércio do estado de Alagoas.
Autor de cinquenta e cinco artigos publicados sobre questões internacionais, Charles/Carlos Moore lança dia 13 de maio: “A África que Incomoda”.
A entrada é franqueada ao público e para solicitar inscrição basta mandar um e-mail pararaízesdeafricas@gmail.com.Informações: (82)8815-5794/8827-3656.Certificação de 05 horas.
Com informações de:
http://www.overmundo.com.br/overblog/entrevista-carlos-moore-palavr...
http://www.casadasafricas.org.br/talks/show/authors/12
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Que democracia racial é essa?
Rodrigo Martins
Apesar da redução das disparidades propiciadas por programas de segurança alimentar, como o Bolsa Família, o abismo que separa brancos e negros no Brasil continua gigantesco. Essa é uma das conclusões do 2º Relatório Anual de Desigualdades Raciais, divulgado na terça-feira 19, pelo Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Os indicadores foram compilados a partir de diferentes bases de dados do IBGE, dos ministérios da Saúde e Educação, entre outras instituições públicas. O estudo revela que os afrodescendentes têm menor acesso ao sistema de saúde (uma taxa de não cobertura de 27%, frente aos 14% verificados entre a população branca), a exames ginecológicos preventivos, ao pré-natal e sofrem com uma taxa maior de mortalidade materna.
Por dia, morrem cerca de 2,6 mulheres pretas ou pardas por complicações na gestação, enquanto este mesmo problema acomete 1,5 mulheres brancas. Entre 1986 e 2008, a taxa de fecundidade das afrodescendentes caiu de forma mais acelerada (48,8%) que a das brancas (36,7%). No entanto, as mulheres pretas ou pardas se sujeitam com mais intensidade a procedimentos radicais de contracepção, como as laqueaduras. Quase 30% dessa população em idade fértil estavam esterilizada em 2006, frente a uma taxa de 21,7% das mulheres brancas.
“Ninguém é contra o planejamento familiar. A queda na taxa de natalidade representa uma melhora na qualidade de vida das pessoas. Mas as afrodescendentes poderiam ter acesso a formas menos agressivas de intervenção”, avalia o economista Marcelo Paixão, coordenador do relatório. “A esterilização é uma solução radical demais. É como arrancar um dente para não tratar uma cárie. Por isso, causa preocupação o fato de parte dessa redução da fecundidade estar associada às laqueaduras.”
Nos últimos 20 anos, a média do tempo de estudos dos afrodescendentes acima de 15 anos passou de 3,6 anos para 6,5. Mesmo assim, está muito aquém da população branca, hoje com uma média de 8,3 anos de estudo. Além disso, 45,4% das crianças pretas ou pardas entre 6 e 10 anos estudava na série inadequada em 2008, frente ao percentual do 40,4% dos brancos. Entre as crianças de 11 e 14 anos, o problema é ainda mais grave, pois 62,3% dos afrodescendentes não estudavam na série correta. Entre os jovens brancos, a inadequação atingia 45,7%.
Por outro lado, as famílias pretas ou pardas beneficiadas pelo Bolsa Família conseguiram aumentar a quantidade de alimentos consumidos em proporção superior (75,7%) a das famílias brancas (70,1%). A elevação no consumo de arroz entre os afrodescendentes foi de 68,5%. Brancos: 31,5%. No caso do feijão, o consumo dos pretos e pardos cresceu 68%. Brancos: 32%.
“Apesar de melhorar a segurança alimentar dos afrodescendentes, o que é importantíssimo, em todos os outros setores percebe que a discrepância entre brancos e negros prevalece”, comenta Paixão. “Devido às elevadas taxas de desemprego, rotatividade no mercado de trabalho e informalidade, os pretos e partos tem um acesso bem menor à cobertura da Previdência Social. A diferença chega a dez pontos percentuais na população masculina e 20% entre as mulheres”, completa.
Outro dado que chama a atenção é o baixo índice de condenação por crimes de racismo no Brasil. Entre 2007 e 2008, 66,9% dos casos julgados nos Tribunais de Justiça de todo o País foram vencidas pelos réus e apenas 29,7% das supostas vítimas saíram vitoriosas. Na primeira instância, as vítimas tiveram sua demanda judicial contemplada em 40,5% dos acórdãos.
“Talvez os magistrados ainda acreditem no mito da democracia racial brasileira e, por isso, sejam mais brandos nas condenações e na aplicação das penas”, especula o professor da UFRJ. “Pela lei, o racismo é um crime inafiançável e imprescritível, mas não tenho notícia de um único racista condenado à prisão no Brasil. Vejo apenas punições pecuniárias, sobretudo indenizações, e pedidos de desculpas formais.”
Apesar da redução das disparidades propiciadas por programas de segurança alimentar, como o Bolsa Família, o abismo que separa brancos e negros no Brasil continua gigantesco. Essa é uma das conclusões do 2º Relatório Anual de Desigualdades Raciais, divulgado na terça-feira 19, pelo Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Os indicadores foram compilados a partir de diferentes bases de dados do IBGE, dos ministérios da Saúde e Educação, entre outras instituições públicas. O estudo revela que os afrodescendentes têm menor acesso ao sistema de saúde (uma taxa de não cobertura de 27%, frente aos 14% verificados entre a população branca), a exames ginecológicos preventivos, ao pré-natal e sofrem com uma taxa maior de mortalidade materna.
Por dia, morrem cerca de 2,6 mulheres pretas ou pardas por complicações na gestação, enquanto este mesmo problema acomete 1,5 mulheres brancas. Entre 1986 e 2008, a taxa de fecundidade das afrodescendentes caiu de forma mais acelerada (48,8%) que a das brancas (36,7%). No entanto, as mulheres pretas ou pardas se sujeitam com mais intensidade a procedimentos radicais de contracepção, como as laqueaduras. Quase 30% dessa população em idade fértil estavam esterilizada em 2006, frente a uma taxa de 21,7% das mulheres brancas.
“Ninguém é contra o planejamento familiar. A queda na taxa de natalidade representa uma melhora na qualidade de vida das pessoas. Mas as afrodescendentes poderiam ter acesso a formas menos agressivas de intervenção”, avalia o economista Marcelo Paixão, coordenador do relatório. “A esterilização é uma solução radical demais. É como arrancar um dente para não tratar uma cárie. Por isso, causa preocupação o fato de parte dessa redução da fecundidade estar associada às laqueaduras.”
Nos últimos 20 anos, a média do tempo de estudos dos afrodescendentes acima de 15 anos passou de 3,6 anos para 6,5. Mesmo assim, está muito aquém da população branca, hoje com uma média de 8,3 anos de estudo. Além disso, 45,4% das crianças pretas ou pardas entre 6 e 10 anos estudava na série inadequada em 2008, frente ao percentual do 40,4% dos brancos. Entre as crianças de 11 e 14 anos, o problema é ainda mais grave, pois 62,3% dos afrodescendentes não estudavam na série correta. Entre os jovens brancos, a inadequação atingia 45,7%.
Por outro lado, as famílias pretas ou pardas beneficiadas pelo Bolsa Família conseguiram aumentar a quantidade de alimentos consumidos em proporção superior (75,7%) a das famílias brancas (70,1%). A elevação no consumo de arroz entre os afrodescendentes foi de 68,5%. Brancos: 31,5%. No caso do feijão, o consumo dos pretos e pardos cresceu 68%. Brancos: 32%.
“Apesar de melhorar a segurança alimentar dos afrodescendentes, o que é importantíssimo, em todos os outros setores percebe que a discrepância entre brancos e negros prevalece”, comenta Paixão. “Devido às elevadas taxas de desemprego, rotatividade no mercado de trabalho e informalidade, os pretos e partos tem um acesso bem menor à cobertura da Previdência Social. A diferença chega a dez pontos percentuais na população masculina e 20% entre as mulheres”, completa.
Outro dado que chama a atenção é o baixo índice de condenação por crimes de racismo no Brasil. Entre 2007 e 2008, 66,9% dos casos julgados nos Tribunais de Justiça de todo o País foram vencidas pelos réus e apenas 29,7% das supostas vítimas saíram vitoriosas. Na primeira instância, as vítimas tiveram sua demanda judicial contemplada em 40,5% dos acórdãos.
“Talvez os magistrados ainda acreditem no mito da democracia racial brasileira e, por isso, sejam mais brandos nas condenações e na aplicação das penas”, especula o professor da UFRJ. “Pela lei, o racismo é um crime inafiançável e imprescritível, mas não tenho notícia de um único racista condenado à prisão no Brasil. Vejo apenas punições pecuniárias, sobretudo indenizações, e pedidos de desculpas formais.”
SEPPIR discute políticas para a juventude negra
As políticas direcionadas à juventude negra foram ponto de pauta ontem (25) na audiência da secretária Nacional da Juventude, Severine Macedo, com a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Luiza Bairros. A articulação entre os dois órgãos federais visa à implementação de ações e à adequação de programas e projetos já em execução, de maneira a atender especificidades do segmento.
Os altos índices de mortalidade juvenil foram apontados entre os problemas a serem enfrentados com prioridade. De acordo com o Mapa da Violência 2011: os jovens do Brasil, a probabilidade de morte de um jovem negro, entre 15 e 25 anos, é 127,6% maior que a de um branco da mesma faixa etária. Encomendado pelo Ministério da Justiça ao Instituto Sangari.
"Antes da morte física, precisamos atacar aspectos anteriores, vinculados à educação, saúde, cultura, entre outras áreas em que o jovem vai sendo limitado em suas diversas possibilidades", afirmou a ministra Luiza Bairros, fazendo referência ao Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem) que, segundo declarou, pode ser reestruturado de acordo com áreas de interesse do público ao qual é direcionado.
"A expectativa é pensarmos um projeto integrado entre as secretarias que atuam com as temáticas transversais e com os órgãos afins para que as políticas públicas de juventude cheguem realmente a quem interessa", acredita Severine Macedo.
Também participaram da reunião, a secretária de Políticas de Ações Afirmativas da SEPPIR, Anhamona de Brito, e a secretária-adjunta da Secretaria Nacional da Juventude, Ângela Guimarães.
Os altos índices de mortalidade juvenil foram apontados entre os problemas a serem enfrentados com prioridade. De acordo com o Mapa da Violência 2011: os jovens do Brasil, a probabilidade de morte de um jovem negro, entre 15 e 25 anos, é 127,6% maior que a de um branco da mesma faixa etária. Encomendado pelo Ministério da Justiça ao Instituto Sangari.
"Antes da morte física, precisamos atacar aspectos anteriores, vinculados à educação, saúde, cultura, entre outras áreas em que o jovem vai sendo limitado em suas diversas possibilidades", afirmou a ministra Luiza Bairros, fazendo referência ao Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem) que, segundo declarou, pode ser reestruturado de acordo com áreas de interesse do público ao qual é direcionado.
"A expectativa é pensarmos um projeto integrado entre as secretarias que atuam com as temáticas transversais e com os órgãos afins para que as políticas públicas de juventude cheguem realmente a quem interessa", acredita Severine Macedo.
Também participaram da reunião, a secretária de Políticas de Ações Afirmativas da SEPPIR, Anhamona de Brito, e a secretária-adjunta da Secretaria Nacional da Juventude, Ângela Guimarães.
Divulgação - Política Social - Mestrado e Doutorado
Mestrado e Doutorado em Política Social da UFF
Inscrições abertas até 03 de junho, das 14 ás 18 horas
Editais estão disponíveis no site http://www.uff.br/politicasocial
Maiores informações: cpgess@vm.uff.br ou (21) 2629-2752
Inscrições abertas até 03 de junho, das 14 ás 18 horas
Editais estão disponíveis no site http://www.uff.br/politicasocial
Maiores informações: cpgess@vm.uff.br ou (21) 2629-2752
V JORNADA INTERNACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS - Maranhão
Tema Central: Estado, Desenvolvimento e Crise do Capital.
Promoção: Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas/UFMA
Período: 23 a 26 de agosto de 2011
Local: Campus Universitário do Bacanga - Avenida. dos Portugueses, s/n. São Luís, Maranhão, Brasil.
Público: Programas de Pós-Graduação, Grupos de Pesquisa, professores, estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, profissionais vinculados
ao campo das políticas públicas, além de representantes de lutas e movimentos sociais com interesse na temática da V JOINPP.
Coordenação Institucional: Profa. Dra. Maria Ozanira da Silva e Silva
Coordenação Geral: Profa. Dra. Salviana de Maria Pastor Santos Sousa
Comissão Organizadora: Benjamim Alvino de Mesquita, Cleonice Correia Araújo, Cristiana Costa Lima, Franci Gomes Cardoso, Ilse Gomes Silva, Joana Aparecida
Coutinho, José Menezes Gomes, José de Ribamar Sá Silva, Josefa Batista Lopes, Maria Eunice Ferreira Damasceno Pereira, Marly de Jesus Sá Dias, Maria Ozanira
da Silva e Silva, Raimunda Nonata do Nascimento Santana, Salviana de Maria Pastor Santos Sousa, Sérgio Figueiredo Ferretti, Silse Teixeira de Freitas Lemos e
Valéria Ferreira Santos de Almada Lima.
Coordenadoras: Maria Ozanira da Silva e Silva e Salviana de Maria Pastor Santos Sousa
Apresentação
A Jornada Internacional de Políticas Públicas (JOINPP), iniciada em 2003, integra o cronograma de eventos do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas (PPGPP) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) com o objetivo geral de estimular a produção de conhecimento, a formação de recursos humanos e possibilitar a troca de experiências entre instituições e pesquisadores, em âmbito nacional e internacional. Esse evento realiza-se de dois em dois anos na cidade de São Luís do Maranhão/Brasil.
Em 2011 realizar-se-á a V JOINPP, evento acadêmico-científico, que se sustenta em dois pressupostos fundamentais. O primeiro é o debate crítico sobre temas relevantes para o campo das políticas públicas e o intercâmbio de experiências e produções entre pesquisadores em nível nacional e internacional, um dos imperativos dos Programas de Pós-Graduação.
O segundo pressuposto se expressa no tema da VJOINPP: “Estado, Desenvolvimento e Crise do Capital”. Com este tema privilegia-se o debate sobre as relações e rebatimentos políticos da crise atual do capital na conformação do Estado contemporâneo e na qualidade do desenvolvimento em curso no Ocidente. Objetiva-se, nesse sentido, aprofundar as dimensões estruturantes da referida crise, refletindo sobre sua incidência nos âmbitos macroeconômico, geopolítico, social, cultural, espacial e ambiental.
As crises do capitalismo, a de 1929, a do pós-guerra, a dos anos 1980 e, mais recentemente, a que se configura partir de 2008, expõem as contradições da dinâmica da acumulação desse sistema. Em todas elas, o Estado interveio no sentido de buscar o equilíbrio da produção capitalista para a realização do capital. Entretanto, mesmo com a intervenção do Estado, as crises voltam a surgir indicando o quanto são constitutivas desse modo de produção.
Frente às diferentes manifestações da crise do capitalismo são elaboradas estratégias de hegemonia. No contexto do século XXI, mais especificamente, na crise financeira que afetou várias economias mundiais, a partir de 2008, o discurso e as estratégias de enfrentamento passam pela defesa da restauração da dinâmica do capital, consideram novas formas de intervenção estatal e vêm acompanhados de ampla movimentação das sociedades concretas. Destacam-se, nesse âmbito, iniciativas legitimadas e conduzidas por governos latinoamericanos, cuja bandeira é a do “crescimento econômico com desenvolvimento social”. Desenvolvimento que, segundo seus ideólogos, está fundado no equilíbrio entre crescimento econômico e desenvolvimento social, adjetivados de auto-sustentáveis econômica e ambientalmente.
Em meio a esse novo quadro, são retomados alguns debates que vêm orientando a JOINPP desde sua primeira versão e que, ao serem aprofundados, geraram questões ainda pertinentes e adequadas: como a crise do capital vem afetando a geopolítica mundial, a sobrevivência e a convivência entre os povos? Qual a qualidade do desenvolvimento em curso no Ocidente, sobretudo, suas expressões no contexto da periferia do sistema? Que alternativas estão sendo propostas e construídas para a superação da atual crise do capital? E quais são as perspectivas para as políticas públicas e para as lutas e movimentos sociais?
Desse modo, a JOINPP, nesta sua quinta edição, convida os (as) pesquisadores (as) e demais participantes para buscarem, através do debate e da reflexão, dimensionar a abrangência e a complexidade da atual crise do capitalismo apontando alternativas dirigidas para sua superação.
Link: http://www.joinpp.ufma.br/
http://www.joinpp.ufma.br/index.php?option=com_content&view=frontpage&Itemid=17&lang=br
Promoção: Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas/UFMA
Período: 23 a 26 de agosto de 2011
Local: Campus Universitário do Bacanga - Avenida. dos Portugueses, s/n. São Luís, Maranhão, Brasil.
Público: Programas de Pós-Graduação, Grupos de Pesquisa, professores, estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, profissionais vinculados
ao campo das políticas públicas, além de representantes de lutas e movimentos sociais com interesse na temática da V JOINPP.
Coordenação Institucional: Profa. Dra. Maria Ozanira da Silva e Silva
Coordenação Geral: Profa. Dra. Salviana de Maria Pastor Santos Sousa
Comissão Organizadora: Benjamim Alvino de Mesquita, Cleonice Correia Araújo, Cristiana Costa Lima, Franci Gomes Cardoso, Ilse Gomes Silva, Joana Aparecida
Coutinho, José Menezes Gomes, José de Ribamar Sá Silva, Josefa Batista Lopes, Maria Eunice Ferreira Damasceno Pereira, Marly de Jesus Sá Dias, Maria Ozanira
da Silva e Silva, Raimunda Nonata do Nascimento Santana, Salviana de Maria Pastor Santos Sousa, Sérgio Figueiredo Ferretti, Silse Teixeira de Freitas Lemos e
Valéria Ferreira Santos de Almada Lima.
Coordenadoras: Maria Ozanira da Silva e Silva e Salviana de Maria Pastor Santos Sousa
Apresentação
A Jornada Internacional de Políticas Públicas (JOINPP), iniciada em 2003, integra o cronograma de eventos do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas (PPGPP) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) com o objetivo geral de estimular a produção de conhecimento, a formação de recursos humanos e possibilitar a troca de experiências entre instituições e pesquisadores, em âmbito nacional e internacional. Esse evento realiza-se de dois em dois anos na cidade de São Luís do Maranhão/Brasil.
Em 2011 realizar-se-á a V JOINPP, evento acadêmico-científico, que se sustenta em dois pressupostos fundamentais. O primeiro é o debate crítico sobre temas relevantes para o campo das políticas públicas e o intercâmbio de experiências e produções entre pesquisadores em nível nacional e internacional, um dos imperativos dos Programas de Pós-Graduação.
O segundo pressuposto se expressa no tema da VJOINPP: “Estado, Desenvolvimento e Crise do Capital”. Com este tema privilegia-se o debate sobre as relações e rebatimentos políticos da crise atual do capital na conformação do Estado contemporâneo e na qualidade do desenvolvimento em curso no Ocidente. Objetiva-se, nesse sentido, aprofundar as dimensões estruturantes da referida crise, refletindo sobre sua incidência nos âmbitos macroeconômico, geopolítico, social, cultural, espacial e ambiental.
As crises do capitalismo, a de 1929, a do pós-guerra, a dos anos 1980 e, mais recentemente, a que se configura partir de 2008, expõem as contradições da dinâmica da acumulação desse sistema. Em todas elas, o Estado interveio no sentido de buscar o equilíbrio da produção capitalista para a realização do capital. Entretanto, mesmo com a intervenção do Estado, as crises voltam a surgir indicando o quanto são constitutivas desse modo de produção.
Frente às diferentes manifestações da crise do capitalismo são elaboradas estratégias de hegemonia. No contexto do século XXI, mais especificamente, na crise financeira que afetou várias economias mundiais, a partir de 2008, o discurso e as estratégias de enfrentamento passam pela defesa da restauração da dinâmica do capital, consideram novas formas de intervenção estatal e vêm acompanhados de ampla movimentação das sociedades concretas. Destacam-se, nesse âmbito, iniciativas legitimadas e conduzidas por governos latinoamericanos, cuja bandeira é a do “crescimento econômico com desenvolvimento social”. Desenvolvimento que, segundo seus ideólogos, está fundado no equilíbrio entre crescimento econômico e desenvolvimento social, adjetivados de auto-sustentáveis econômica e ambientalmente.
Em meio a esse novo quadro, são retomados alguns debates que vêm orientando a JOINPP desde sua primeira versão e que, ao serem aprofundados, geraram questões ainda pertinentes e adequadas: como a crise do capital vem afetando a geopolítica mundial, a sobrevivência e a convivência entre os povos? Qual a qualidade do desenvolvimento em curso no Ocidente, sobretudo, suas expressões no contexto da periferia do sistema? Que alternativas estão sendo propostas e construídas para a superação da atual crise do capital? E quais são as perspectivas para as políticas públicas e para as lutas e movimentos sociais?
Desse modo, a JOINPP, nesta sua quinta edição, convida os (as) pesquisadores (as) e demais participantes para buscarem, através do debate e da reflexão, dimensionar a abrangência e a complexidade da atual crise do capitalismo apontando alternativas dirigidas para sua superação.
Link: http://www.joinpp.ufma.br/
http://www.joinpp.ufma.br/index.php?option=com_content&view=frontpage&Itemid=17&lang=br
14ª Jornada Nacional de Literatura - Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias
Link: http://www.upf.br/jornada/2011/
A 14ª Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo completa três décadas de movimentação em torno do livro e da leitura nas mais variadas linguagens e mídias. A origem da Jornada, no ano de 1981, está intimamente ligada à história da leitura no Brasil num processo de redemocratização política e de valorização da cultura, como elemento fundamental à formação crítica e cidadã dos indivíduos e, de modo geral, da própria sociedade.
A evolução do trabalho de promoção da leitura nessas três décadas não implicou, contudo, a estagnação dos conceitos. Tendo por princípio que a leitura literária é, em essência, a mais complexa e transformadora das tantas formas de ler, e que provoca uma subversão da conformidade, uma pluralidade de sentidos e de interpretações e uma experiência de alteridade singular – a Jornada não recusou os progressos que envolveram o desenvolvimento e a criação das mais variadas mídias, quanto mais quando essas mídias, justapostas a outras manifestações artísticas, ganhavam uma elaboração estética renovada.
A Jornada, na defesa da leitura para todos, propôs em sua história refletir sobre a arte em todas as suas formas, das manifestas pela oralidade popular às engendradas pelas mídias eletrônicas, das estabelecidas nas comunidades orais às distribuídas na sociedade em rede. A leitura entre nós, os envolvidos na história da Jornada, os leitores, os escritores, os artistas, as crianças, é forma de viver e de transformar a vida.
Nós somos os nós dessa rede, no feliz jogo que a língua portuguesa permite entre “nós”, na grande comunidade que passou a ser o mundo medido pela voz, pela escrita, pela tecnologia digital provedora da rede, promotora da livre comunicação em tempo real. No terceiro milênio, as Jornadas de Passo Fundo se integram conscientemente a uma era na qual o saber, o trabalho, a leitura, a imaginação, tudo passa por experiências interpessoais e pela inteligência coletiva.
O conhecimento, na atualidade, se dá em rede, num universo no qual sujeitos e textualidades em diálogo se envolvem em quaisquer projetos significativos, em todo objeto com sentido. A sociedade em rede, nos seus infinitos “nós”, é, em seu cerne, produtora de saber e de arte, sem restrições e sem papéis definidos. Na leitura de um texto escreve-se a vida de quem lê.
22 a 26 de agosto de 2011 – Circo da Cultura – Campus I – UPF
Segunda-feira 22/08/2011
19h30min Sessão solene de abertura
Espetáculo de abertura
Entrega do 7º Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura –
R$ 150.000,00 ao autor do melhor romance publicado em língua portuguesa nos últimos dois anos.
Divulgação dos vencedores do 12º Concurso Nacional de Contos Josué Guimarães.
Terça-feira 23/08/2011
14h Palco de debates – Literatura e arte na era dos bits
Giselle Beiguelman
Márcia Tiburi
Mauricio de Sousa
Prêmio SESC (2010)
Ziraldo
19h Show musical – Cid Campos - Poesia é risco no lago da palavra
20h Conferência – Pierry Lévi
Quarta-feira 24/08/2011
14h Palco de debates – Identidade, literatura e cultura na globalização
Gonçalo Tavares
Luiz Costa Lima
Maria Esther Maciel
Nilson Luiz May
Prêmio SESC (2010)
Tatiana Salem Levy
19h Show musical – Pouca Vogal
20h Conferência – Cid Campos
Quinta-feira 25/08/2011
14h Palco de debates – Diálogo, mídias e convergências
Edney Silvestre
Eliane Brum
Heloísa Buarque de Hollanda
João Alegria
Nick Montfort
19h Show musical – Performance - Elisa Lucinda
20h Conferência
Sexta-feira 26/08/2011
14h Palco de debates – Formação do leitor contemporâneo
Affonso Romano de Sant'Anna
Alberto Manguel
Beatriz Sarlo
19h Conferência - Leitura entre nós: 30 anos de Jornada
Tania Rösing
20h Sessão de encerramento
20h 30min Show musical
Coordenadores dos debates
Alcione Araújo
Ignácio de Loyola Brandão
Luciana Savaget
Blog
Blog da 14ª Jornada Nacional de Literatura
http://14jornadadeliteratura.blogspot.com
Blog da 6ª Jornadinha Nacional de Literatura
http://6jornadinha.blogspot.com
A 14ª Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo completa três décadas de movimentação em torno do livro e da leitura nas mais variadas linguagens e mídias. A origem da Jornada, no ano de 1981, está intimamente ligada à história da leitura no Brasil num processo de redemocratização política e de valorização da cultura, como elemento fundamental à formação crítica e cidadã dos indivíduos e, de modo geral, da própria sociedade.
A evolução do trabalho de promoção da leitura nessas três décadas não implicou, contudo, a estagnação dos conceitos. Tendo por princípio que a leitura literária é, em essência, a mais complexa e transformadora das tantas formas de ler, e que provoca uma subversão da conformidade, uma pluralidade de sentidos e de interpretações e uma experiência de alteridade singular – a Jornada não recusou os progressos que envolveram o desenvolvimento e a criação das mais variadas mídias, quanto mais quando essas mídias, justapostas a outras manifestações artísticas, ganhavam uma elaboração estética renovada.
A Jornada, na defesa da leitura para todos, propôs em sua história refletir sobre a arte em todas as suas formas, das manifestas pela oralidade popular às engendradas pelas mídias eletrônicas, das estabelecidas nas comunidades orais às distribuídas na sociedade em rede. A leitura entre nós, os envolvidos na história da Jornada, os leitores, os escritores, os artistas, as crianças, é forma de viver e de transformar a vida.
Nós somos os nós dessa rede, no feliz jogo que a língua portuguesa permite entre “nós”, na grande comunidade que passou a ser o mundo medido pela voz, pela escrita, pela tecnologia digital provedora da rede, promotora da livre comunicação em tempo real. No terceiro milênio, as Jornadas de Passo Fundo se integram conscientemente a uma era na qual o saber, o trabalho, a leitura, a imaginação, tudo passa por experiências interpessoais e pela inteligência coletiva.
O conhecimento, na atualidade, se dá em rede, num universo no qual sujeitos e textualidades em diálogo se envolvem em quaisquer projetos significativos, em todo objeto com sentido. A sociedade em rede, nos seus infinitos “nós”, é, em seu cerne, produtora de saber e de arte, sem restrições e sem papéis definidos. Na leitura de um texto escreve-se a vida de quem lê.
22 a 26 de agosto de 2011 – Circo da Cultura – Campus I – UPF
Segunda-feira 22/08/2011
19h30min Sessão solene de abertura
Espetáculo de abertura
Entrega do 7º Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura –
R$ 150.000,00 ao autor do melhor romance publicado em língua portuguesa nos últimos dois anos.
Divulgação dos vencedores do 12º Concurso Nacional de Contos Josué Guimarães.
Terça-feira 23/08/2011
14h Palco de debates – Literatura e arte na era dos bits
Giselle Beiguelman
Márcia Tiburi
Mauricio de Sousa
Prêmio SESC (2010)
Ziraldo
19h Show musical – Cid Campos - Poesia é risco no lago da palavra
20h Conferência – Pierry Lévi
Quarta-feira 24/08/2011
14h Palco de debates – Identidade, literatura e cultura na globalização
Gonçalo Tavares
Luiz Costa Lima
Maria Esther Maciel
Nilson Luiz May
Prêmio SESC (2010)
Tatiana Salem Levy
19h Show musical – Pouca Vogal
20h Conferência – Cid Campos
Quinta-feira 25/08/2011
14h Palco de debates – Diálogo, mídias e convergências
Edney Silvestre
Eliane Brum
Heloísa Buarque de Hollanda
João Alegria
Nick Montfort
19h Show musical – Performance - Elisa Lucinda
20h Conferência
Sexta-feira 26/08/2011
14h Palco de debates – Formação do leitor contemporâneo
Affonso Romano de Sant'Anna
Alberto Manguel
Beatriz Sarlo
19h Conferência - Leitura entre nós: 30 anos de Jornada
Tania Rösing
20h Sessão de encerramento
20h 30min Show musical
Coordenadores dos debates
Alcione Araújo
Ignácio de Loyola Brandão
Luciana Savaget
Blog
Blog da 14ª Jornada Nacional de Literatura
http://14jornadadeliteratura.blogspot.com
Blog da 6ª Jornadinha Nacional de Literatura
http://6jornadinha.blogspot.com
Universidade lança amanhã 50 livros digitais gratuitos
Já são 118 obras disponíveis, predominando os textos que abordam questões pedagógicas, mas abrangendo química, matemática, relações racias, literatura etc...
http://unesp.br/noticia.php?artigo=6888
Universidade lança amanhã 50 livros digitais gratuitos
Em 2010, 44 títulos foram publicados sob o selo Cultura Acadêmica
[25/04/2011]
Por meio da Editora Unesp e da Pró-Reitoria de Pós-Graduação (Propg), a Universidade lançará na quarta-feira (27/04) 50 livros virtuais gratuitos, já disponíveis aqui. Os títulos integram o selo Cultura Acadêmica e dão continuidade à Coleção Propg Digital, que oferece obras inéditas para download.
O lançamento será a partir das 9h na sede da Editora Unesp, em São Paulo, e terá mesa de abertura com a participação do vice-reitor no exercício da Reitoria, Julio Cezar Durigan; da pró-reitora de Pós-Graduação, Marilza Vieira Cunha Rudge; do diretor-presidente da Editora Unesp, José Castilho Marques Neto; e do seu editor executivo, Jézio Hernani Bomfim Gutierre. Após a mesa, o público terá acesso aos livros na "Degustação literária": 50 iPads estarão à disposição dos leitores na antessala do auditório, com a versão integral das obras lançadas.
Depois da "degustação" e ao longo do dia, os autores concederão entrevistas individuais para a Web TV, projeto da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC), Câmpus de Bauru. Cada entrevista terá 15 minutos e será dividida em dois blocos, o primeiro das 11h30 às 12h30, e o segundo, das 14h às 17 h. A Web TV também fará a transmissão ao vivo do lançamento pelo endereço www.unesp.br/tv .
A coleção teve sua primeira fase em 2010, quando foram lançadas 44 obras. Desde então, foram feitos mais de 50 mil downloads, em um total de cerca de 205 mil acessos. A meta do projeto é publicar mil títulos em dez anos, permitindo um amplo acesso à produção acadêmica da Unesp.
A Editora Unesp fica na Praça da Sé, 108, no Centro de São Paulo. O lançamento da Coleção Propg Digital será no 7º andar do auditório.
Obras e autores
Veja a seguir a relação dos 50 títulos, com seus respectivos autores, de acordo com a área de cada obra:
História
As tradições gaúchas e sua racionalização na modernidade tardia - Caroline Kraus Luvizotto
Palmas, a última capital projetada do século XX: Uma cidade em busca do tempo - Valeria Cristina Pereira da Silva
Monteiro Lobato nas páginas do jornal: Um estudo dos artigos publicados em O Estado de S. Paulo (1913-1923) - Thiago Alves Valente
Representações do senado romano na Ab Unbe Condita Libre de Tito Lívio: Livros 21-30 - Marco Antonio Collares
Sacrificium Laudis: A hermenêutica da continuidade de Bento XVI e o retorno do catolicismo tradicional (1969-2009) - Juliano Alves Dias
Letras/Linguística
O rio e a casa: Imagem do tempo na ficção de Mia Couto - Ana Cláudia da Silva
Rumores da escrita, vestígios do passado: Uma interpretação fonológica das vogais do português arcaico por meio da poesia medieval - Juliana Simões Fonte
Relações de complementação no português brasileiro: Uma perspectiva discursivo-funcional - Liliane Santana
A Literatura dos Outros e os Outros da Literatura - Maria Heloísa Martins Dias / Sônia Helena de Oliveira Raymundo Piteri
O léxico em foco: Múltiplos olhares - Lidia Almeida Barros / Aparecida Negri Isquerdo
Língua e sociedade nas páginas da imprensa negra paulista: Um olhar sobre as formas de tratamento - Sabrina Rodrigues Garcia Balsalore
Figurações contemporâneas do espaço na Literatura - Sérgio Vicente Motta / Susanna Busato
Leitura e escrita como espaços autobiográficos de formação - Maria Rosa Rodrigues Martins de Camargo
Geografias do drama humano: Leituras do espaço em São Bernardo, de Graciliano Ramos, e Pedro Páramo, de Juan Rulfo - Gracielle Marques
Educação
Necessidades formativas de professores de redes municipais: Contribuição para a formação de professores crítico-reflexivos - Cristiano Amaral Garboggini di Giorgi / Maria Raquel Miotto Morelatti / Mônica Fürkotter / Naiara Costa Gomes de Mendonça / Vanda Moreira Machado Lima / Yoshie Ussami Ferrari Leite
Política de Educação no campo: Para além da alfabetização (1952-1963) - Iraíde Marques de Freitas Barreiro
Pesquisa em educação escolar: Percursos e perspectivas - José Milton de Lima / Divino José da Silva / Paulo Cesar de Almeida Raboni
Educação infantil: Discurso, legislação e práticas institucionais - Lucimary Bernabé Pedrosa de Andrade
Jovens, violência e escola: Um desafio contemporâneo - Joyce Mary Adam de Paula e Silva / Leila Maria Ferreira Salles
Aprendizagem e comportamento humano - Tânia Gracy Martins do Valle / Ana Cláudia Bortolozzi Maia
Pesquisa em educação: Métodos e modos de fazer - Marilda da Silva e Vera Teresa Valdemarin
A vigilância punitiva: A postura dos educadores no processo de patologização e medicalização da infância - Fabiola Colombani Luengo
Formação de professores: Limites contemporâneos e alternativas necessárias - Lígia Márcia Martins / Newton Duarte
Psicologia
Saúde e desenvolvimento humano - Tânia Gracy Nartins do Valle e Lígia Ebner Melchiori
A depressão como "mal-estar" contemporâneo: Medicalização e (Ex)-Sistência do sujeito depressivo - Leandro Anselmo Todesqui Tavares
Natureza comportamental da mente: Behaviorismo radical e filosofia da mente - Diego Zílio
Comunicação
Televisão digital: Informação e conhecimento - Maria Cristina Gobbi / Maria Teresa Miceli Kerbauy
Gestão, mediação e uso da informação - Marta Valentim
Criação, proteção e uso legal da informação em ambientes da World Wide Web - Elizabeth Roxana Mass Araya / Silvana Aparecida Borsetti Gregório Vidotti
Música
Revisão crítica das canções para voz e piano de Heitor Villa-Lobos: Publicadas pela Editora Max Eschig - Nahim Marun
Abordagens do pós-moderno em Música: A incredulidade nas metanarrativas e o saber musical contemporâneo - João Paulo Costa do Nascimento
Geografia/Urbanismo
Brasília, metropolização e espaço vivido: Práticas espaciais e vida quotidiana na periferia goiana da metrópole - Igor Catalão
Paisagens de consumo: São Paulo, Lisboa, Dubai e Seul - Silvia Aparecida Guarnieri Ortigoza
História do pensamento geográfico e epistemologia em Geografia - Paulo R. Teixeira de Godoy
Teatro/Dramaturgia
Traços épico-brechtianos na dramaturgia portuguesa: O render dos heróis, de Cardoso Pires, e Felizmente há luar!, de Sttau Monteiro - Márcia Regina Rodrigues
Projeto Comédia Popular Brasileira da Fraternal Companhia de Arte e Malas-Artes (1993-2008): Trajetória do ver, ouvir e imaginar - Roberta Cristina Ninin
Política/Ciências Sociais
Mulheres em foco: Construções cinematográficas brasileiras da participação política feminina - Danielle Tega
Política e identidade cultural na América Latina - José Luis Bendicho Beired / Carlos Alberto Sampaio Barbosa
Cultura contemporânea, identidade e sociabilidades: Olhares sobre corpo, mídia e novas tecnologias - Ana Lúcia de Castro
Caleidoscópio Político: As representações do cenário internacional nas páginas do jornal O Estado de S. Paulo (1938-1945) - Alexandre Andrade da Costa
Profissão: Assistente Social - Edméia Côrrea Netto
Suicídio revolucionário: A luta armada e a herança da quiméria revolução em etapas - Claudinei Cássio Rezende
Economia
Inovações tecnológicas e a complexidade do sistema econômico - Carolina Marchiori Bezerra
O Estado como empregador de última instância: Uma abordagem a partir das finanças funcionais - Guilherme da Rocha Bezerra Costa
Arquitetura/Design
Revolução histórica da Ergonomia no mundo e seus pioneiros - José Carlos Plácido da Silva / Luis Carlos Paschoarelli
Design, empresa e sociedade - Paula da Cruz Landim
Filosofia
Consciência e matéria: O dualismo de Bérgson - Jonas Gonçalves Coelho
Ciências/Matemática
Ensino de Ciências e Matemática III: Contribuições da pesquisa acadêmica a partir de múltiplas perspectivas - Fernando Bastos
Ensino de Ciências e Matemática IV: Temas de investigação - Nelson Antonio Pirola
Artes
Mulheres recipientes: recortes poéticos do universo feminino nas artes visuais- Flávia Leme de Almeida
Assessoria de Comunicação e Imprensa
http://unesp.br/noticia.php?artigo=6888
Universidade lança amanhã 50 livros digitais gratuitos
Em 2010, 44 títulos foram publicados sob o selo Cultura Acadêmica
[25/04/2011]
Por meio da Editora Unesp e da Pró-Reitoria de Pós-Graduação (Propg), a Universidade lançará na quarta-feira (27/04) 50 livros virtuais gratuitos, já disponíveis aqui. Os títulos integram o selo Cultura Acadêmica e dão continuidade à Coleção Propg Digital, que oferece obras inéditas para download.
O lançamento será a partir das 9h na sede da Editora Unesp, em São Paulo, e terá mesa de abertura com a participação do vice-reitor no exercício da Reitoria, Julio Cezar Durigan; da pró-reitora de Pós-Graduação, Marilza Vieira Cunha Rudge; do diretor-presidente da Editora Unesp, José Castilho Marques Neto; e do seu editor executivo, Jézio Hernani Bomfim Gutierre. Após a mesa, o público terá acesso aos livros na "Degustação literária": 50 iPads estarão à disposição dos leitores na antessala do auditório, com a versão integral das obras lançadas.
Depois da "degustação" e ao longo do dia, os autores concederão entrevistas individuais para a Web TV, projeto da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC), Câmpus de Bauru. Cada entrevista terá 15 minutos e será dividida em dois blocos, o primeiro das 11h30 às 12h30, e o segundo, das 14h às 17 h. A Web TV também fará a transmissão ao vivo do lançamento pelo endereço www.unesp.br/tv .
A coleção teve sua primeira fase em 2010, quando foram lançadas 44 obras. Desde então, foram feitos mais de 50 mil downloads, em um total de cerca de 205 mil acessos. A meta do projeto é publicar mil títulos em dez anos, permitindo um amplo acesso à produção acadêmica da Unesp.
A Editora Unesp fica na Praça da Sé, 108, no Centro de São Paulo. O lançamento da Coleção Propg Digital será no 7º andar do auditório.
Obras e autores
Veja a seguir a relação dos 50 títulos, com seus respectivos autores, de acordo com a área de cada obra:
História
As tradições gaúchas e sua racionalização na modernidade tardia - Caroline Kraus Luvizotto
Palmas, a última capital projetada do século XX: Uma cidade em busca do tempo - Valeria Cristina Pereira da Silva
Monteiro Lobato nas páginas do jornal: Um estudo dos artigos publicados em O Estado de S. Paulo (1913-1923) - Thiago Alves Valente
Representações do senado romano na Ab Unbe Condita Libre de Tito Lívio: Livros 21-30 - Marco Antonio Collares
Sacrificium Laudis: A hermenêutica da continuidade de Bento XVI e o retorno do catolicismo tradicional (1969-2009) - Juliano Alves Dias
Letras/Linguística
O rio e a casa: Imagem do tempo na ficção de Mia Couto - Ana Cláudia da Silva
Rumores da escrita, vestígios do passado: Uma interpretação fonológica das vogais do português arcaico por meio da poesia medieval - Juliana Simões Fonte
Relações de complementação no português brasileiro: Uma perspectiva discursivo-funcional - Liliane Santana
A Literatura dos Outros e os Outros da Literatura - Maria Heloísa Martins Dias / Sônia Helena de Oliveira Raymundo Piteri
O léxico em foco: Múltiplos olhares - Lidia Almeida Barros / Aparecida Negri Isquerdo
Língua e sociedade nas páginas da imprensa negra paulista: Um olhar sobre as formas de tratamento - Sabrina Rodrigues Garcia Balsalore
Figurações contemporâneas do espaço na Literatura - Sérgio Vicente Motta / Susanna Busato
Leitura e escrita como espaços autobiográficos de formação - Maria Rosa Rodrigues Martins de Camargo
Geografias do drama humano: Leituras do espaço em São Bernardo, de Graciliano Ramos, e Pedro Páramo, de Juan Rulfo - Gracielle Marques
Educação
Necessidades formativas de professores de redes municipais: Contribuição para a formação de professores crítico-reflexivos - Cristiano Amaral Garboggini di Giorgi / Maria Raquel Miotto Morelatti / Mônica Fürkotter / Naiara Costa Gomes de Mendonça / Vanda Moreira Machado Lima / Yoshie Ussami Ferrari Leite
Política de Educação no campo: Para além da alfabetização (1952-1963) - Iraíde Marques de Freitas Barreiro
Pesquisa em educação escolar: Percursos e perspectivas - José Milton de Lima / Divino José da Silva / Paulo Cesar de Almeida Raboni
Educação infantil: Discurso, legislação e práticas institucionais - Lucimary Bernabé Pedrosa de Andrade
Jovens, violência e escola: Um desafio contemporâneo - Joyce Mary Adam de Paula e Silva / Leila Maria Ferreira Salles
Aprendizagem e comportamento humano - Tânia Gracy Martins do Valle / Ana Cláudia Bortolozzi Maia
Pesquisa em educação: Métodos e modos de fazer - Marilda da Silva e Vera Teresa Valdemarin
A vigilância punitiva: A postura dos educadores no processo de patologização e medicalização da infância - Fabiola Colombani Luengo
Formação de professores: Limites contemporâneos e alternativas necessárias - Lígia Márcia Martins / Newton Duarte
Psicologia
Saúde e desenvolvimento humano - Tânia Gracy Nartins do Valle e Lígia Ebner Melchiori
A depressão como "mal-estar" contemporâneo: Medicalização e (Ex)-Sistência do sujeito depressivo - Leandro Anselmo Todesqui Tavares
Natureza comportamental da mente: Behaviorismo radical e filosofia da mente - Diego Zílio
Comunicação
Televisão digital: Informação e conhecimento - Maria Cristina Gobbi / Maria Teresa Miceli Kerbauy
Gestão, mediação e uso da informação - Marta Valentim
Criação, proteção e uso legal da informação em ambientes da World Wide Web - Elizabeth Roxana Mass Araya / Silvana Aparecida Borsetti Gregório Vidotti
Música
Revisão crítica das canções para voz e piano de Heitor Villa-Lobos: Publicadas pela Editora Max Eschig - Nahim Marun
Abordagens do pós-moderno em Música: A incredulidade nas metanarrativas e o saber musical contemporâneo - João Paulo Costa do Nascimento
Geografia/Urbanismo
Brasília, metropolização e espaço vivido: Práticas espaciais e vida quotidiana na periferia goiana da metrópole - Igor Catalão
Paisagens de consumo: São Paulo, Lisboa, Dubai e Seul - Silvia Aparecida Guarnieri Ortigoza
História do pensamento geográfico e epistemologia em Geografia - Paulo R. Teixeira de Godoy
Teatro/Dramaturgia
Traços épico-brechtianos na dramaturgia portuguesa: O render dos heróis, de Cardoso Pires, e Felizmente há luar!, de Sttau Monteiro - Márcia Regina Rodrigues
Projeto Comédia Popular Brasileira da Fraternal Companhia de Arte e Malas-Artes (1993-2008): Trajetória do ver, ouvir e imaginar - Roberta Cristina Ninin
Política/Ciências Sociais
Mulheres em foco: Construções cinematográficas brasileiras da participação política feminina - Danielle Tega
Política e identidade cultural na América Latina - José Luis Bendicho Beired / Carlos Alberto Sampaio Barbosa
Cultura contemporânea, identidade e sociabilidades: Olhares sobre corpo, mídia e novas tecnologias - Ana Lúcia de Castro
Caleidoscópio Político: As representações do cenário internacional nas páginas do jornal O Estado de S. Paulo (1938-1945) - Alexandre Andrade da Costa
Profissão: Assistente Social - Edméia Côrrea Netto
Suicídio revolucionário: A luta armada e a herança da quiméria revolução em etapas - Claudinei Cássio Rezende
Economia
Inovações tecnológicas e a complexidade do sistema econômico - Carolina Marchiori Bezerra
O Estado como empregador de última instância: Uma abordagem a partir das finanças funcionais - Guilherme da Rocha Bezerra Costa
Arquitetura/Design
Revolução histórica da Ergonomia no mundo e seus pioneiros - José Carlos Plácido da Silva / Luis Carlos Paschoarelli
Design, empresa e sociedade - Paula da Cruz Landim
Filosofia
Consciência e matéria: O dualismo de Bérgson - Jonas Gonçalves Coelho
Ciências/Matemática
Ensino de Ciências e Matemática III: Contribuições da pesquisa acadêmica a partir de múltiplas perspectivas - Fernando Bastos
Ensino de Ciências e Matemática IV: Temas de investigação - Nelson Antonio Pirola
Artes
Mulheres recipientes: recortes poéticos do universo feminino nas artes visuais- Flávia Leme de Almeida
Assessoria de Comunicação e Imprensa
III Conferência Regional de Políticas para Mulheres
Oficio 006/2011/CREM
Nova Friburgo, 19 de abril de 2011
Exmo. Sr. Prefeito
Prefeito Municipal de Trajano de Moraes
Assunto: III Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres
Excelentissímo Senhor Prefeito,
A Presidenta da República, através de Decreto de DECRETO DE 15 DE MARÇO DE 2011, convocou a III Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres – CNPM, com o objetivo de discutir e elaborar propostas de políticas que contemplem a construção da igualdade de gênero, na perspectiva do fortalecimento da autonomia econômica, social, cultural e política das mulheres, e contribuam para a erradicação da pobreza extrema e para o exercício pleno da cidadania pelas mulheres brasileiras.
A III CNPM será realizada em Brasília entre os dias 12 a 14 de dezembro de 2011 as delegadas serão escolhidas entre as etapas municipais/regionais e estaduais. As conferências municipais/regionais, deverão ser convocadas pelo poder público local.
A Prefeitura de Nova Friburgo, através do Centro de Referência da Mulher, realizará a referida conferência em âmbito regional em parceria com os municípios da região Centro-Norte Fluminense: Bom Jardim, Cachoeiras de Macacu, Carmo, Cordeiro, Cantagalo, Duas Barras, Macuco, Santa Maria Madalena, São Sebastião do Alto, Sumidouro, Teresópolis e Trajano de Morais, Teresópolis. O objetivo de realizarmos uma conferência regional é fortalecer o processo de construção da igualdade entre homens e mulheres, como também fortalecermos a rede de atendimento à mulher nos municípios da referida Região.
Sendo assim, estamos iniciando o processo de realização em Nova Friburgo da Conferência Regional e CONVIDAMOS o Município, representantes do Poder Público e da Sociedade Civil Organizada em participar da primeira reunião da Comissão Organizadora Regional , no dia 02 de maio (segunda-feira), no Salão Azul da Prefeitura de Nova Friburgo, às 15:00 horas, para podermos discutir e articular o processo de organização e mobilização nos municípios.
É importante ressaltar que todos os municípios participantes terão representatividade na etapa estadual, onde levaremos propostas a partir do temário sugerido para a III CNPM.
Entendemos que é de suma importância a participação de todos os municípios da região Centro-Norte Fluminense na Conferência Regional para que possamos levar nossas propostas com união, força e determinação e conquistarmos avanços efetivos na construção de uma nação mais justa e igualitária.
Para maiores esclarecimentos e informações estamos a disposição no tel-fax: (22)2525-9226. e no email: cremnovafriburgo@gmail.com
Atenciosamente
Eliana Polo
Coordenadora
Centro de Referência da Mulher de Nova Friburgo
Nova Friburgo, 19 de abril de 2011
Exmo. Sr. Prefeito
Prefeito Municipal de Trajano de Moraes
Assunto: III Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres
Excelentissímo Senhor Prefeito,
A Presidenta da República, através de Decreto de DECRETO DE 15 DE MARÇO DE 2011, convocou a III Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres – CNPM, com o objetivo de discutir e elaborar propostas de políticas que contemplem a construção da igualdade de gênero, na perspectiva do fortalecimento da autonomia econômica, social, cultural e política das mulheres, e contribuam para a erradicação da pobreza extrema e para o exercício pleno da cidadania pelas mulheres brasileiras.
A III CNPM será realizada em Brasília entre os dias 12 a 14 de dezembro de 2011 as delegadas serão escolhidas entre as etapas municipais/regionais e estaduais. As conferências municipais/regionais, deverão ser convocadas pelo poder público local.
A Prefeitura de Nova Friburgo, através do Centro de Referência da Mulher, realizará a referida conferência em âmbito regional em parceria com os municípios da região Centro-Norte Fluminense: Bom Jardim, Cachoeiras de Macacu, Carmo, Cordeiro, Cantagalo, Duas Barras, Macuco, Santa Maria Madalena, São Sebastião do Alto, Sumidouro, Teresópolis e Trajano de Morais, Teresópolis. O objetivo de realizarmos uma conferência regional é fortalecer o processo de construção da igualdade entre homens e mulheres, como também fortalecermos a rede de atendimento à mulher nos municípios da referida Região.
Sendo assim, estamos iniciando o processo de realização em Nova Friburgo da Conferência Regional e CONVIDAMOS o Município, representantes do Poder Público e da Sociedade Civil Organizada em participar da primeira reunião da Comissão Organizadora Regional , no dia 02 de maio (segunda-feira), no Salão Azul da Prefeitura de Nova Friburgo, às 15:00 horas, para podermos discutir e articular o processo de organização e mobilização nos municípios.
É importante ressaltar que todos os municípios participantes terão representatividade na etapa estadual, onde levaremos propostas a partir do temário sugerido para a III CNPM.
Entendemos que é de suma importância a participação de todos os municípios da região Centro-Norte Fluminense na Conferência Regional para que possamos levar nossas propostas com união, força e determinação e conquistarmos avanços efetivos na construção de uma nação mais justa e igualitária.
Para maiores esclarecimentos e informações estamos a disposição no tel-fax: (22)2525-9226. e no email: cremnovafriburgo@gmail.com
Atenciosamente
Eliana Polo
Coordenadora
Centro de Referência da Mulher de Nova Friburgo
Assinar:
Postagens (Atom)