segunda-feira, 7 de junho de 2010
Publicações do SECAD
Caderno 2 - Educação do Campo: diferenças mudando paradigmas
Caderno 3 - Educação Escolar Indígena: diversidade sociocultural indígena ressignificando a escola
Caderno 4 - Gênero e Diversidade Sexual na Escola: reconhecer diferenças e superar preconceitos
Caderno 5 - Proteger para Educar: a escola articulada com as redes de proteção de crianças e adolescentes
Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade
Contribuições para Implementação da Lei 10.639/2003
Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Etnicorraciais e para o Ensino de História e Cultura Afrobrasileira e Africana
Título: Diversidade na Educação Reflexões e Experiências
Autor: SEMTEC
Editora: Programa Diversidade na Universidade.
Edição:
Páginas: 100.
Resenha:
Coordenação: Marise Nogueira Ramos, Jorge Manoel Adão, Graciete Maria Nascimento BarrosÉ indubitável o fato de que nós, brasileiros, vivemos numa sociedade complexa, plural, diversa e desigual. A nossa diversidade e pluralidade, contudo, não se exibe só através das diferentes culturas contituintes da população. A nossa diversidade...
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Título: Superando o Racismo na Escola
Autor: SECAD, Kabengele Munanga (organizador)
Editora: SECAD.
Edição: 2ª Edição Revisada.
Páginas: 204.
Resenha: A reedição de Superando o Racismo na Escola dá-se no contexto aberto pela sanção da Lei no 10.639/2003, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileiras nos estabelecimentos de ensinos fundamental e médio, oficiais e particulares. A reflexão sobre o lugar das tradições africanas no redesenho cultural da escola brasileira incentiva professores e professoras a relacionarem-se com o mundo de possibiliddes que a sociabilidade negra criou, para além das referências e práticas eurocêntricas, cujas reiteração e reprodução na escola brasileira ainda fazem desta mais um problema do que uma solução para os desafios de nossa sociedade.
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Título: Quilombos - Espaço de resistência de homens e mulheres negros
Autor: Schuma Schumaher (Coord.)
Editora: MEC/SECAD.
Edição: 1. Edição.
Páginas: 0.
Resenha: Este livro se destina especialmente aos professores e às professoras das comunidades quilombolas do Rio de Janeiro e das demais escolas do Sistema Educacional Brasileiro. Ademais, contribuirá, seguramente, para o cumprimento do que determina a legislação - “...o estudo da História da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política, pertencentes à História do Brasil” (§ 1°, artigo 26 A da LDB) - e para a efetivação de dois olhares: um olhare nriquecedor das comunidades do Rio de Janeiro sobre si mesmas, da recuperação de sua história, dos seus valores, de sua resistência, e outro de todo o Brasil sobre as comunidades quilombolas.
Atenção: O arquivo em PDF tem uma tamanho de cerca de 220 MB, o que faz com que o download se torne extremamente demorado!
Título: GIBI Quilombos
Autor: SECAD
Editora: MEC/SECAD.
Edição: 1. Edição.
Páginas: 0.
Resenha: O Gibi Quilombos: Espaço de Resistência de Crianças, jovens, mulheres e homens negros, criado pela REDEH – Rede de Desenvolvimento Humano - ,apresenta a história de todas as meninas(os), jovens, homens e mulheres quilombolas que, espalhados pelo país, lutam há muito tempo pela preservação de sua cultura, seus valores e principalmente, pelo direito de contar sua verdadeira história. É um convite à reflexão, aumentando ainda mais a auto-estima dos cerca de 49.722 alunos(as) quilombolas, segundo dados no INEP, matriculados em 364 escolas localizadas em áreas de remanescentes de quilombos.
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Título: Salto para o futuro
Autor: TVE
Editora: TVE.
Edição:
Páginas: 0.
Resenha: Série SALTO PARA O FUTURO da TVE.
Parte 1
Título: Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana
Autor: MEC/SECAD
Editora: MEC/SECAD.
Edição: 1.
Páginas: 35.
Resenha: A obrigatoriedade de inclusão de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nos currículos da Educação Básico trata-se de decisão política, com fortes repercussões pedagógicas, inclusive na formação de professores. Com esta medida, reconhece-se que, além de garantir vagas para negros nos bancos escolares, é preciso valorizar devidamente a história e cultura de seu povo, buscando reparar danos, que se repetem há cinco séculos, a sua identidade e a direitos seus. A relevância do estudo de temas decorrentes da história e cultura afro-brasileira e africana não se restringem à população negra, ao contrário dizem respeito a todos os brasileiros, uma vez que devem educar-se enquanto cidadãos atuantes no seio de uma sociedade multicultural e pluriétnica, capazes de construir uma nação democrática.
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Título: Orientações e Ações para a Educação das Relações Étnico-Raciais
Autor: MEC / SECAD
Editora: MEC / SECAD.
Edição: 1ª edição.
Páginas: 261.
Resenha: Todo o material apresentado nessa obra busca detalhar uma política educacional que reconheça a diversidade étnico-racial, em correlação com a faixa etária e com situações específicas de cada nível de ensino, possibilitando a reelaboração das relações que se estabelecem dentro e fora do ambiente escolar. Esse exemplar é resultado de grupos de trabalhos constituídos de estudiosos das questões étnico-racial que elaboram textos para cada nível ou modalidade de ensino na perspectiva de fornecer subsídios para o tratamento da diversidade na educação de forma contextualizada.
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AMBIENTALISTAS E AGRICULTORES FAMILIARES EM DEFESA DAS FLORESTAS - RJ
Concurso Sílvio Romero - Cultura Popular - 2010
Enviada em: quarta-feira, 2 de junho de 2010 13:16
Assunto: Concurso Sílvio Romero 2010
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realiza anualmente,
por intermédio do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular,
o Concurso Sílvio Romero de Monografias sobre Folclore e Cultura Popular,
com o fim de fomentar a pesquisa, estimulando a diversidade e a atualização
da produção de conhecimento no país voltada para esse campo de estudos.
Em anexo release e edital do evento.
Cordialmente.
Marcus De Lamonica
Setor de Difusão Cultural
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular – CNFCP
Visite www.cnfcp.gov. br e conheça a instituição
FESTIVAL CINE Y ECOLOGIA 5 JUNIO DIA MUNDIAL DEL MEDIO AMBIENTE
MUESTRA DE CINE Y ECOLOGIA SOCIAL
Un mundo para vivir
El calentamiento global es una amenaza para el futuro de la humanidad,
es tiempo de actuar para detenerlo.
En todo el mundo cada 5 de junio, Día Mundial del Medio Ambiente, se realizan diversas actividades con los objetivos de informar y sensibilizar sobre los riesgos de la contaminación medio-ambiental y el calentamiento global que ponen en peligro el presente y futuro de la humanidad y del conjunto de las especies vivientes del planeta tierra y que de no surgir un cambio en los hábitos de producción y en las conductas sociales de uso y consumo, que permitan una sana convivencia con la naturaleza, el peligro será cada día más difícil de superar.
Buscando contribuir en la tarea de información y sensibilizació n y en conmemoración del Día Mundial del Medio Ambiente el Grupo Chaski, Plan Internacional, Congreso de la República despacho del Congresista Juvenal Silva y World Wildlife Fund presentarán una muestra de Cine y Ecología Social que se exhibirá a nivel nacional.
En Lima, la muestra se inaugurará el día 4 de junio, 5 pm., en el Congreso de la República, auditorio José Faustino Sánchez Carrión sito en Jirón Azángaro 468, con la presencia de representantes del Ministerio del Ambiente, Congreso de la República, organizaciones y personalidades especialistas en temas ambientales, donde se exhibirá el cortometraje “El último evolutivo” y el documental “Home”.
El día 5 de junio, 6.30 pm., en el Parque María Reiche de Miraflores se realizará la proyección del cortometraje “La flor más grande del mundo”, escrito y narrado por José Saramago y el largometraje “La Belle Verte”.
En Lima y en el resto de ciudades del Perú la muestra continuará en todo el mes de junio ofreciendo al público las mejores películas en cortometrajes y largometrajes sobre ecología, medio ambiente y calentamiento global.
Las exhibiciones se realizaran a través de la Red de Microcines Chaski en Lima en los distritos de Comas, Carabayllo, Puente Piedra, San Juan de Miraflores, Villa María del Triunfo y en el departamento de Cusco en Urubamba, San Jerónimo, Santiago y Cusco; en La Libertad en Trujillo, Santiago de Chuco y Huayatán; en Puno en Ayaviri, Puno, Pucará (Tuni Requena, Tuni Grande y Cajoyo); en Piura en Sullana, Piura, Tambo Grande y Chulucanas; en Apurímac en Andahuaylas (Andahuaylas, Pacucha, Huancarae) y Grau; en Ayacucho en Quinua, San Juan Bautista, Jesús Nazareno y Ayacucho.
Adicionalmente en Lima podrá disfrutar de las películas en el auditorio José F. Sánchez Carrión del Congreso de la República y en los auditorios de las municipalidades de Miraflores, Los Olivos, San Borja, San Martín de Porres y Surquillo, todos los viernes del mes de junio.
La programación de películas y días de exhibición los podrá consulta en nuestra web.
Para mayor información:
- Visitar en internet www.grupochaski. org
- Escribir a microcines@grupocha ski.org
Los interesados en exhibir las películas escribir a: ncalderon@grupochas ki.org
El Grupo Chaski agradece la difusión de esta información.
Declaração de Salvador: 19 pontos para uma agenda afrodescendente nas Américas
19 pontos para uma agenda afrodescendente nas Américas
Os Ministros, Autoridades e representantes dos Ministérios e de Instituições de Cultura de Barbados, Brasil, Colômbia, Cuba, Equador, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Uruguai e Venezuela e os representantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), da Secretaria-Geral Iberoamericana (SEGIB), da Agência Espanhola
de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID) e do Programa de Apoio aos Povos Afrodescendentes Rurais da América Latina e do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (ACUA-FIDA), reunidos em Salvador, Brasil, durante os dias 25 e 26 de maio de 2010, com o fim de aprofundar o intercâmbio de experiências sobre políticas públicas e ações específicas para a implementação da Agenda Afrodescendente nas Américas 2009 – 2019 e:
Destacando a relevância conceitual e política da “Conferência mundial contra o racismo, a discriminação racial, a xenofobia e as formas conexas de intolerância”, realizada em Durban, em setembro de 2001, bem como das propostas consubstanciadas em sua Declaração e Programa de Ação;
Recordando o conteúdo da Declaração de Cartagena, firmada no âmbito do I Encontro Iberoamericano de Ministros de Cultura para a Agenda Afrodescendente nas Américas, realizado em Cartagena das Índias, Colômbia, nos dias 16 e 17 de outubro de 2008;
Reconhecendo como exigência ética dos Estados, a valorização dos aportes dos afrodescendentes na formação de nossas culturas, nossas histórias e nossas nações.
Celebrando a força da diáspora africana como fonte inspiradora para estreitar laços de fraternidade e unidade cultural entre os povos da América;
Afirmando a importância da participação ativa das populações afrodescendentes nos processos de construção política e de desenvolvimento sócio-econômico de seus países;
Ressaltando a necessidade do estreitamento dos laços de solidariedade entre a América Latina, o Caribe e a África, para valorizar a matriz comum africana de nossas culturas e promover os direitos dos afrodescendentes;
Destacando o protagonismo das mulheres afrodescendentes e seu papel decisivo no reencontro e no fortalecimento da Diáspora Africana;
Tendo em conta que a mídia e as tecnologias de informação e comunicação são elementos essenciais no processo de valorização das identidades afrodescendentes;
Recordando que o ano de 2010 foi proclamado pela Assembléia Geral das Nações Unidas o Ano Internacional de Aproximação das Culturas;
Saudando a decisão da Assembléia Geral da ONU que declarou 2011 o Ano Internacional das Pessoas de Ascendência Africana;
Considerando que a cooperação internacional é meio eficaz e multiplicador das experiências e potencialidades nacionais, favorecendo a consolidação de diretrizes comuns nas políticas públicas para os afrodescendentes;
ACORDAM:
1. Envidar esforços para a criação de mecanismos institucionais e instrumentos de cooperação que reforcem a solidariedade entre América Latina, Caribe e África, no âmbito governamental e da sociedade civil;
2. Criar a Secretaria Pro Tempore da Agenda Afrodescendente nas Américas, designando a Fundação Cultural Palmares, do Brasil, para exercer esta função até o terceiro encontro;
3. Fortalecer o Observatório Afro-Latino e do Caribe com esquemas de cooperação nacional que permitam a circulação de conteúdos, com uma plataforma interativa que maximize a difusão e o acesso à informação, bem como o seu uso para a elaboração e execução de políticas públicas;
4. Implementar iniciativas de fomento ao desenvolvimento artístico, bem como ao intercâmbio de manifestações culturais de origem
afrodescendente entre os Estados-parte da Agenda, tais como bolsas, estágios, residências artísticas e participação em atividades culturais;
5. Salvaguardar as religiões e os espaços culturais de matriz africana, reconhecendo sua importância para a formação social e vitalidade cultural da América Latina e do Caribe;
6. Fomentar a co-produção audiovisual e sua circulação para recuperar a memória histórica e social das populações afrodescendentes nos países da América Latina e do Caribe;
7. Estimular a edição e distribuição de publicações e material didáticopedagó gico, em suporte impresso e digital, sobre o aporte dos afrodescendentes no processo de construção das nações da América Latina e do Caribe;
8. Promover a reinterpretaçã o e reconceituação da história, cultura e tradições dos povos afrodescendentes para sua inclusão em programas educacionais para a infância e juventude;
9. Promover a pesquisa, o ensino local e a difusão cultural das línguas dos povos afrodescendentes;
10.Ressaltar a importância da adoção de medidas de ação afirmativa nos diferentes campos, tais como a educação, particularmente a educação superior, e o acesso ao emprego, entre outros.
11.Promover a aproximação, a troca de experiências e iniciativas de cooperação entre as instituições dos países da América Latina e Caribe dedicadas à promoção da igualdade de direitos e oportunidades e valorização da cultura de matriz africana;
12.Promover iniciativas de cooperação destinadas ao desenvolvimento de capacidades, apoio ao empreendedorismo e fomento à economia da cultura e aos mercados culturais entre as populações afrodescendentes;
13.Fortalecer iniciativas culturais que favoreçam a inserção dos afrodescendentes urbanos marginalizados, com especial ênfase sobre a juventude;
14.Adotar medidas que assegurem os direitos culturais das comunidades rurais afrodescendentes, em temas como a preservação das línguas e tradições culturais e a proteção dos conhecimentos tradicionais;
15. Aprofundar ações que favoreçam a promoção de uma imagem digna dos afrodescendentes mediante o uso dos meios de comunicação e contribuir ao desenvolvimento de linguagens que elevem sua autoestima;
16.Visibilizar o protagonismo das mulheres afrodescendentes na historia de suas comunidades e da sociedade e apoiar seus projetos de fortalecimento organizativos e culturais.
17. Desenvolver iniciativas conjuntas para valorização e salvaguarda do patrimônio cultural material e imaterial das comunidades
afrodescendentes;
18.Designar a presente reunião “II Encontro Afro-Latino e Caribenho” e adotar esta denominação nos próximos encontros da Agenda Afrodescendente nas Américas;
19.Reconhecer a contribuição do trabalho desenvolvido pela UNESCO no projeto “Rota do Escravo”, para promoção da cultura e da memória africana e afrodescendente e recomendar a difusão e distribuição massiva de seus conteúdos.
Adicionalmente, recomendam aprofundar, a partir das experiências nacionais, o processo de reflexão e intercâmbio de conhecimentos sobre os temas da agenda afrodescendente, mediante a celebração de encontros e atividades acadêmicas, científicos e culturais.
Os participantes agradecem ao Ministério da Cultura do Brasil e ao Governo do Estado da Bahia pelo esforço da organização desta reunião e a excelente acolhida na cidade de Salvador.
Salvador, 26 de maio de 2010.
Babá Kytalamy
Academia de Doutorado Globelics Africano (AGDA) 2010
117 people have registered, we need 35 Phd candidates of whom 30 must be from Africa inside and 5 from outside mostly and preferably from the Diaspora Africa world
MA - VI Simpósio Internacional de Estudos Caribenhos - Chamada de Trabalhos
VI Simpósio Internacional de Estudos Caribenhos
“Territorialidades e Influências Afro-Caribenhas nas Américas”
Campus Universitário do Bacanga-UFMA
Envio de propostas até 30 de junho 2010
São Luís, Maranhão –
PROMOÇÃO:
CENTRO DE ESTUDOS DO CARIBE NO BRASIL - CECAB
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO – NEAB-UFMA
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO
NÚCLEO DE ESTUDOS AFRO-BRASILEIROS. NEAB-UFMA
ASSOCIAÇÃO MARANHENSE DE PESQUISAS AFRO BRASILEIRAS (AMPEAFRO)
INSTITUIÇÕES ENVOLVIDAS:
Universidade de Brasília; Universidade Federal de Minas Gerais; Universidade Federal de Goiás; Universidade Federal Fluminense; PUC-São Paulo
CEDEFES-Curso de Formação de Professores na Temática Culturas e História dos Povos Indígenas
Federal de Mato Grosso do Sul, no uso de suas atribuições, torna público o presente Edital
para abertura das inscrições, visando à seleção de candidatos para o “Curso de Formação deProfessores na Temática Culturas e História dos Povos Indígenas”, nível de extensão, na
modalidade semi-presencial. 1. DAS VAGAS E DO PÚBLICO ALVO:1.1 – Serão oferecidas, para ingresso, 240 (duzentas e quarenta) vagas para o “Curso deFormação de Professores na Temática Culturas e História dos Povos Indígenas” .
Visite o saite do CEDEFES: http://www.cedefes. org.br
Para participar, envie sua mensagem para:
cedefes@googlegroup s.com
DICIONÁRIO LONGMAN ESCOLA - PORTUGUÊS E INGLÊS - MULTIMÍDIA
· 250 quadros explicativos e 1.000 notas sobre palavras-chave ou problemas de tradução.
· Dicionário ilustrado, guia da gramática inglesa e guia colorido para comunicação.
· Guia de estudo dirigido para praticar vocabulário e gramática.
· 600 jogos de vocabulário, como palavras-cruzadas e anagramas.
· Dicionário bilíngüe de figuras com a tradução de 2 mil palavras básicas.
· Mapas do mundo para aprender os nomes de países e cidades em inglês.
· Atividade interativas para praticar gramática, vocabulário e leitura.
· Exercícios de preparação para os exames KET e PET.
· Recurso para ouvir as palavras (em inglês norte-americano e britânica), gravar sua própria pronúncia e comparar com a pronúncia-modelo.
Fabricante: Longman
Tamanho: 309 Mb
Formato: Rar
Idioma: Português
sexta-feira, 4 de junho de 2010
África dos sonhos - Luzes da África
http://colunas. epoca.globo. com/viajologia/ 2009/11/
http://colunas. epoca.globo. com/viajologia/ 2009/12/
http://colunas. epoca.globo. com/viajologia/ 2010/01/
http://colunas. epoca.globo. com/viajologia/ 2010/02/
http://colunas. epoca.globo. com/viajologia/ 2010/03/
http://colunas. epoca.globo. com/viajologia/ 2010/04/
http://colunas. epoca.globo. com/viajologia/ 2010/05/
http://colunas. epoca.globo. com/viajologia/ 2010/06/
BLOG DE NOTICIA
- UERJ DIVULGA ESTUDO COM RESULTADO POSITIO SOBRE O SISTEMA DE COTAS
- EM PAIS MISCIGENADO, TODOS SÃO DIFERENTES IGUAIS
- AÇÕES AAFIRMATIVAS PROMOVEM IGUALDADE DE DISPUTA
UERJ DIVULGA ESTUDO COM RESULTADO POSITIO SOBRE O SISTEMA DE COTAS Retirado do site do Jornal Nacional. Edição do dia 01/06/2010 Mas há discordâncias. O reitor da Uerj admite que o sistema acaba deixando de fora estudantes bem preparados. A Universidade do Estado do Rio de Janeiro divulgou nesta terça um estudo sobre o seu sistema de cotas. Para a Uerj, que foi a primeira universidade do país a aderir à reserva de vagas, o resultado foi positivo, mas há discordâncias. Na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 45% das vagas são destinadas para cotistas: 20% para negros, 20% para estudantes de escolas públicas e 5% para deficientes físicos, minorias étnicas e filhos de policiais, bombeiros e agentes penitenciários mortos em serviço. Para todos os candidatos cotistas da Uerj, a renda mensal de cada pessoa da família não pode ultrapassar de R$ 960. O estudo divulgado hoje pela universidade foi elaborado com base em dados do vestibular de 2009 e mostra que, do total de 2.396 mil vagas para cotistas, eles só preencheram 1.384, pouco mais de 40% do total oferecido. As 1.012 vagas que restaram foram disponibilizadas para os demais candidatos. Segundo a Uerj, as vagas para os cotistas não são preenchidas porque muitos candidatos não conseguem atingir a nota mínima no vestibular, que é 2. O estudo também mostra como fica a disputa no vestibular. Para quem concorre pelas cotas, a relação é de praticamente um candidato para cada vaga. Para os não cotistas, a relação passa dos 11 candidatos por vaga. Para o sociólogo Demétrio Magnoli, esta é uma relação desigual. "Os cotistas têm uma relação candidato por vaga muito mais favorável, três, quatro, dez vezes mais favorável, dependendo da carreira do que os não cotistas. Então, o sistema do mérito só existe entre os não cotistas. Entre os cotistas, praticamente foi eliminado o critério do mérito para entrar na universidade”. O estudo aponta ainda que, em vários cursos, a nota máxima atingida por um candidato cotista é sempre inferior à nota mais alta do não cotista, como nos casos de medicina (cotistas 81 e não cotista 84,5), engenharia química (49,3 x 74,8), informática (50,5 x 78) e enfermagem. (53,3 x 60,5). O reitor da Uerj admite que o sistema acaba deixando de fora estudantes bem preparados. “É desigual, é verdade. Mas ele visa reduzir a desigualdade. Eu espero que, em menos tempo que outros países, nós consigamos resolver e equacionar essa questão da desigualdade social tão gritante que tem nesse país e acabar com o sistema de cotas”, disse o reitor da Uerj, Ricardo Vieiralves de Castro. O estudo também avaliou o desempenho depois da aprovação no vestibular. Segundo a Uerj, o índice de abandono entre os cotistas é menor que entre os não cotistas. O índice de reprovação entre os dois grupos é maior entre os não cotistas em todo o período. A universidade também avaliou o desempenho dos cotistas por disciplina. A maior dificuldade desses estudantes é em matérias que têm como base a matemática e principalmente o português. “É uma língua muito difícil, em geral. E os brasileiros ainda a maltratam demasiadamente. Mas esse ainda é um problema porque os setores populares falam um português no cotidiano muito errado. E a matemática é um problema grave na escola pública”, acrescentou o reitor. Para o sociólogo, o estudo não muda a sua opinião sobre o sistema de cotas. “Nós não estamos falando aí de inclusão social. Nós não estamos falando de incluir pessoas pobres na universidade. Isso não acontece com o sistema de cotas raciais. Isso aconteceria se nós tivéssemos uma revolução no ensino fundamental e médio que permitisse a estudantes mais pobres de escolas públicas de periferias a disputar lugares em igualdade de condições”. |
EM PAIS MISCIGENADO, TODOS SÃO DIFERENTES IGUAIS Retirado do site Conjur. sexta, dia 28maio de 2010 Política de cotas Por Eduardo Antunes Faria Política de ação afirmativa ou medida governamental adotada com o fim de se reservar número mínimo e específico de vagas a determinados grupos sociais. Tema polêmico em razão da ambiguidade de seu teor. Embora seja sabido que, por certo, há necessidade de ato estatal capaz de integrar a sociedade para diminuir desigualdades, a corrente contrária à adoção dessa política considera como cerne de sua inviabilidade a hipótese de que, não obstante, a tentativa seja louvável, esta não resolve o problema, já que a base continua enfraquecida. Leia-se base, neste caso, como estrutura, sustentáculo social, ou seja, algo que, desde a raiz da sociedade, e, mais especificamente, em sua estrutura familiar, no exercício de seus direitos fundamentais e sociais, capacite o indivíduo até que possa impor igualdade perante outros integrantes da sociedade no decorrer de sua evolução. Daí a ilação de que estaríamos diante de tema extremamente polêmico. A corrente contrária à política de cotas diverge embasada no Princípio da Isonomia e no da Proporcionalidade. Quanto a esses aspectos, defendem, em síntese, que o ferimento aos Princípios Constitucionais fundamentais e aos direitos sociais não ocorre apenas em relação aos negros, ou deficientes, ou seja, não é algo intrínseco a determinada classe ou raça, mas, sim, aos estratos mais pobres da sociedade. Sendo assim, deixa-se de atender melhor ao restante dos economicamente desfavorecidos, que não estão inclusos nas cotas, e, assim, são favorecidos aqueles que, em tese, estariam nelas inclusos, mas possuem proventos suficientes para arcar com despesas educacionais, como, por exemplo, pessoas de classe média. No entender do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Gilmar Mendes, a polêmica atinente ao tema ganha tanta abrangência pelo fato de tocar “as mais profundas concepções individuais e coletivas a respeito dos valores fundamentais da liberdade e da igualdade”. Ainda quanto ao seu entendimento, temos a seguinte menção: “Fazemos parte de sociedades multiculturais e complexas e tentamos ainda compreender a real dimensão das manifestações racistas, segregacionistas e nacionalistas, que representam graves ameaças à liberdade e à igualdade”. Nos casos em que a seleção feita é racial, ou seja, refere-se aqui às cotas destinadas aos negros ou pardos, existem aqueles que se aprofundam mais firmemente no tema e chegam a esmiuçar o conceito de “raça”, científica, social e filosoficamente, inclusive. Assim sendo, o sistema de cota denominado “racial” é o que mais preocupa a maior parte da sociedade brasileira. Sobre o tema, tramita no Supremo Tribunal Federal uma Arguição de Preceito Fundamental autuada sob o número 186, movida em face da Universidade de Brasília, cujo cerne trata do sistema de cotas racial adotado pela instituição em seus vestibulares, via critério da análise do fenótipo do candidato. Nessa ação, discute-se o que se pode considerar como discriminação, já que passa pelo crivo de uma comissão a questão quanto a quem é negro (“pretos” e “pardos”), ou não, sem qualquer critério objetivo definido com clareza. Ainda sobre esse aspecto, é importante destacar que a comissão acima mencionada é composta por especialistas no tema, contudo seus critérios de avaliação são postos em dúvida. Além disso, restou público e notório, na audiência realizada na Corte Suprema, no mês de março, que todo aquele que queira incluir-se nas cotas, mesmo que não seja negro, tem que declarar-se como tal, quer isto dizer que todos os pardos, mestiços, mulatos, etc., tem que se declarar negros. Da mesma forma, os afrodescedentes que não se declararem negros serão igualmente excluídos do sistema de cotas. Quanto à constitucionalidade do sistema de cotas em geral, temos como exemplo o Recurso Extraordinário nº. 597.285, pendente de julgamento no Supremo Tribunal Federal, que discute a constitucionalidade declarada pelo Tribunal do Rio Grande do Sul, que foi arguida por candidato com média superior à de inúmeros cotistas, todavia, desclassificado. Labuto pela constitucionalidade da política de cotas, à medida que mantenha seu caráter provisório, ou seja, o de uma ação afirmativa de inclusão no ensino superior, com o intuito de espancar racismos e preconceitos e que tenha identidade emergencial. Tal política não deve obstar a adoção de programas governamentais de longo prazo, sem outros interesses políticos, capazes de capacitar estudantes de todas as classes da sociedade brasileira para ingressarem nas universidades sem a necessidade de quaisquer diferenciações e/ou qualificações. Toda a celeuma gerada não se restringe ao acesso de determinada “raça”. A questão refere-se à desigualdade financeira no Brasil. Toda diferenciação é feita entre ricos e pobres, já que os primeiros, sem dúvida, têm, desde a infância, muito mais facilidade de acesso a algum tipo de preparação que os últimos. Assim, se, de forma planejada, constrói-se toda uma estrutura de ensino, fundamental e médio, público qualificada e eficaz, torna-se desnecessário qualquer segregação ou formas de tratamento desigual, mesmo aqueles necessários, como nos casos acima mencionados. O que se pode evitar, com um ensino de base bem sedimentado é a manutenção de um tratamento diferenciado permanente, que, é lamentável, indica algum tipo de preconceito. Quer isto dizer que, em um país miscigenado por completo, pouco importa qual a cor de cada um, sendo certo que todos são diferentemente iguais, havendo necessidade tão somente de que haja forte arcabouço basilar, capaz de fomentar a igualdade em sua cultura, pensamento, costumes e, em especial, quanto ao desenvolvimento intelectual. |
AÇÕES AAFIRMATIVAS PROMOVEM IGUALDADE DE DISPUTA Retirado do site ùltimo segundo. Pesquisadora defende políticas públicas que coloquem brancos e negros nas mesmas condições de oportunidades Priscilla Borges, iG Brasília 23/05/2010 Foto: Marcos Brandão/OBrittoNews Amintas da Silva é diplomata Desbravar espaços restritos exige oportunidades. A chance de mudança na vida de Amintas da Silva, 32 anos, veio de um programa de ação afirmativa. Parecia distante o sonho de se tornar um diplomata quando começou a se preparar para o concurso, um dos mais difíceis do Executivo. Ficou próximo com capacitação adequada e recursos financeiros para bancá-la. Amintas é um dos 168 afrodescendentes que já participaram do Programa de Ação Afirmativa do Ministério das Relações Exteriores. Criado em 2002, concede bolsas de estudos a jovens que queiram se preparar para o concurso da carreira diplomática. Com o dinheiro recebido do Itamaraty, eles bancam cursinhos, materiais didáticos e podem utilizar parte para se manter. “Fiz o concurso quatro vezes para conseguir passar. Achei que passaria de primeira, mas trabalhava para pagar o cursinho, estudava dentro do ônibus. Não dava para competir com os meus colegas. O programa foi uma oportunidade de concorrer em pé de igualdade e foi crucial na minha vitória. Estudei durante um ano e meio com a bolsa e passei”, conta o psicólogo, que cursou a Universidade Federal da Bahia (UFBA). Não há cotas no concurso de diplomacia para negros. O que programa faz é ajudar os candidatos a se preparar. Por isso, na opinião de Amintas, o projeto é louvável. “É uma percepção de que é preciso mudar as coisas e isso é feito da melhor maneira possível”, diz. Apesar da ajuda do Itamaraty, a aprovação dos bolsistas no concurso ainda é baixa. De 2002 até hoje, 15 jovens foram aprovados, o que representa 8% . Os bolsistas são poucos diante do extenso quadro de 1,4 mil profissionais que atuam como diplomatas. O Itamaraty não sabe informar se há outros negros no corpo diplomático. Assim como em outros órgãos, faltam estatísticas nesse sentido. Amintas admite que já está acostumado a ser minoria e a enfrentar preconceitos. Amintas conta que, mesmo em Salvador, onde a maior parte da população é negra, ele era um dos poucos negros da turma. “Apesar da mistura étnica da minha cidade, causava estranhamento ver que, em uma sala de aula de 30 ou 40 alunos, apenas dois ou três eram negros. Tenho servido de exemplo para vários colegas brancos e negros pobres. Sinto-me feliz por servir de inspiração e mostrar que lutando se consegue”, afirma. Renda díspar O salário inicial de um diplomata é de R$ 12 mil. A renda mensal coloca Amintas em uma posição bastante diferente da maioria da população negra do País. Os negros ganham metade dos brancos, de acordo com a Pesquisa Mensal de Empregos feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nas seis regiões metropolitanas do País: Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Os dados são analisados todos os meses pelo Laboratório de Análises Estatísticas Econômicas e Sociais das Relações Raciais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em abril, o rendimento médio dos trabalhadores brancos foi de R$ 1.793,62 e o de pretos e pardos, R$ 929,95. A diferença entre homens brancos e mulheres negras é ainda mais gritante: R$ 2.075,20 contra 770,88. A taxa de desemprego também é maior entre a população negra: 6,4% entre os brancos e 8,5% entre os negros. Estudo realizado pelo Instituto de Políticas Econômicas Aplicadas (IPEA) em 2008 mostra que, caso o ritmo baixo de queda entre as diferenças salariais das duas populações forem mantidos, haverá igualdade racial na renda domiciliar per capita apenas em 2029. Tatiana Silva, pesquisadora da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, afirma que, embora as diferenças de oportunidades educacionais e profissionais tenham reduzido entre a população negra e a branca, ela ainda existe. “A mulher negra e o homem branco estão em extremos opostos. A desigualdade racial persiste.” Para Tatiana, o caminho para que haja igualdade racial ainda é longo. E exigirá esforços de políticas públicas. A pesquisadora garante que a diferença de valorização profissional permanece mesmo quando brancos e negros são colocados em situações semelhantes de escolaridade, localidade e postos de trabalho. “Um negro com mais de 11 anos de estudo ganha R$ 1.640, enquanto um branco ganha R$ 2.448”, ressalta |
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"INTERNET TORNOU-SE UM MEIO SUBVERSIVO" Posted: 02 Jun 2010 06:16 PM PDT Retirado do Observatorio da Imprensa. ENTREVISTA / MOGENS SCHMIDT Por José Meirelles Passos em 1/6/2010 Reproduzido de O Globo, 29/5/2010 O acesso mais amplo das pessoas aos meios de comunicação, em especial a utilização da internet – como contraponto à mídia tradicional – é um dos aspectos abordados no III Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, com especial atenção à chamada "alfabetização midiática" proposta pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). "A internet tornou-se, em certo sentido, um meio muito subversivo, porque é muito difícil de controlar. E é preciso ensinar as pessoas a utilizá-lo de forma responsável", disse, em entrevista ao Globo, o dinamarquês Mogens Schmidt, vice-diretor-geral-adjunto para Comunicação da Unesco, ao revelar detalhes daquele programa. O que vem a ser essa iniciativa da Unesco denominada como "alfabetização midiática"?Mogens Schmidt – É uma maneira de dar às pessoas o poder de, elas mesmas, utilizarem a mídia, para se expressar e, assim, participar mais da sociedade. Mas, também, fazer isso de uma forma que possam refletir, criticamente, sobre o que a mídia tradicional traz para elas e, também, decodificar o que acontece nos meios de comunicação. E como, na prática, essa iniciativa é aplicada? Quem é o alvo central dela? M.S. – Há três níveis de alcance. Um deles engloba crianças de 9 a 15 anos. Desenvolvemos um currículo e uma "caixa de ferramentas" para ajudar professores a treinar as crianças. Outro diz respeito aos próprios profissionais de imprensa, fazendo-os pensar mais seriamente sobre a sua responsabilidade. E o terceiro é formado por proprietários de meios de comunicação e de publishers, buscando fazer com que também repensem a sua atividade. Isso, obviamente, tem a ver com o papel cada dia mais influente da internet, não? M.S. – Claro. Esse novo meio, a internet, tornou-se em certo sentido um meio muito subversivo, porque é muito difícil de controlar. E é preciso ensinar as pessoas a utilizá-lo de forma responsável. Elas, afinal, agora podem agir facilmente através da nova mídia social que está ao seu dispor em muitos países. E fazer isso juntas, virtualmente, além de fisicamente. Podem se unir através das fronteiras de uma forma bem mais fácil, do que há 40 anos, quando eu era jovem. Trata-se de um potencial completamente diferente para unir as pessoas, de forma que as suas vozes sejam ouvidas. O objetivo da Unesco é o de incentivar a criação de novos meios, populares, que sirvam de contraponto à mídia tradicional? M.S. – O esquema funciona assim: você ensina as pessoas a desenvolverem meios de comunicação: criar um jornal, um website e, a partir disso, discutir tal iniciativa. Ou seja: colocando a mão na massa, elas passarão naturalmente a perguntar "por que fiz tal coisa?, por que disse ou escrevi tal coisa?, por que usei tal informação?, qual a lógica por trás de uma determinada escolha? Fiz a coisa certa ou não? Cedi a algum tipo de influência, de pressão? Por quê?". Dessa forma, as pessoas passarão a saber julgar melhor a mídia. É, portanto, uma alfabetização midiática. E quanto aos profissionais do ramo? Qual o objetivo dessa iniciativa da Unesco? M.S. – Estamos trabalhando com várias organizações de jornalistas profissionais, em todo o mundo, com relação a padrões profissionais, desenvolvendo manuais de redação, sistemas de transparência e responsabilidade. Tudo isso baseado em autorregulação. O objetivo é dialogar sobre o que, afinal, é bom jornalismo, quais são os bons padrões éticos profissionais. Precisamos refletir mais sobre o que estamos fazendo, como jornalistas. O senhor crê que a categoria deixou de levar em conta tais cuidados? M.S. – Muitas vezes, sim. Tanto que a própria Federação Internacional de Jornalistas criou a Iniciativa do Jornalista Ético, como uma ferramenta que pode ajudar os profissionais a se defenderem das críticas que têm sido feitas à mídia ultimamente, como a acusação de que ela agora só se preocupa com entretenimento, que o jornalismo crítico desapareceu, que o jornalismo investigativo já não está fazendo mais o que devia. O senhor mencionou, no início, que publishers e proprietários de meios também devem receber uma educação midiática, ou seria uma reeducação? M.S. – O que estamos fazer é com que repórteres, editores e donos de jornais se sentem para refletir e tentar redefinir algumas virtudes do jornalismo clássico e ver como elas poderão ser devolvidas à mídia, inseridas na agenda da mídia. Os proprietários também têm que levar em conta essas questões, sob o risco de que seus meios percam a credibilidade. Por falar nisso, como lidar justamente com a questão da confiança, da credibilidade, numa época em que qualquer pessoa tem acesso à internet e, através dela, pode propagar informações falsas ou tendenciosas? SCHMIDT: Ah, esse é o problema. E é isso que reforça a iniciativa da Unesco. Ao "alfabetizar" pessoas em relação à mídia, damos a elas a capacidade de distinguir entre o que é uma história tendenciosa, parcial, e uma confiável. Elas aprendem a decodificar a mídia. Por outro lado, ao trabalharmos também com os próprios jornalistas, o foco mais forte está na ética, de forma a que eles façam o seu trabalho de uma forma decente. Como o senhor vê a liberdade expressão e, especificamente, de imprensa hoje? M.S. – Ela cresceu muito, globalmente, embora ainda haja problemas. O Brasil está em situação muito boa, nesse sentido. E por isso, acho que tem o papel de influir para que toda a América do Sul o imite nessa área. | |||
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quinta-feira, 3 de junho de 2010
Aos companheir@s e amig@s do MobilizaçãoBR
A Copa do Mundo é o desaguadouro final de todas as emoções, investimentos, filosofias de vida, atitudes e paixões desencadeadas não apenas pelo futebol, esporte mais popular do planeta. Mas não se resume a isso. Dos longínquos anos 30, quando o pequeno Uruguai firmou – ou reafirmou – a mística de um povo guerreiro com a conquista da Celeste Olímpica, passando pelas décadas de 50, 60 e 70, quando o Brasil superou o “complexo de vira-latas”, revelando ao mundo que o DNA de um país poderia ser decifrado no tratamento dado à bola, e desembocando na burocrática vitória italiana em 2006 – espelho do pragmatismo ditado pela implacável lógica do “mercado” –, levantar o cobiçado troféu não demonstra apenas as qualidades futebolísticas de 23 jogadores, mas o jeito de ser, sentir e pensar do imenso grupo ao qual eles pertencem. É esse espetáculo que nos aguarda a partir do dia 11 de junho, e que, esperamos, terá mais um final feliz para os brasileiros.
Visitem nossa página sobre a Copa www.mobilizacaobr.com.br/page/copa-do-mundo e façam uma viagem aos 80 anos de grandes emoções.


